O possível retorno do El Niño no RS já começa a acender um sinal de alerta entre meteorologistas. Mesmo antes de se confirmar oficialmente, o fenômeno pode influenciar o clima no estado e aumentar o risco de eventos extremos nos próximos meses.
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O que está por trás do alerta sobre o El Niño no RS
Nos últimos dias, órgãos de monitoramento climático passaram a observar mudanças importantes no Oceano Pacífico, que podem indicar a volta do fenômeno.
Embora o cenário ainda seja considerado de neutralidade, há sinais de aquecimento gradual das águas, o que costuma anteceder a formação do El Niño.
Esse movimento tem chamado a atenção porque pode impactar diretamente o clima no Sul do Brasil.
El Niño no RS pode trazer mais chuva e temporais
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o principal efeito do El Niño no RS é o aumento da umidade sobre o estado.
Na prática, isso favorece a formação de áreas de baixa pressão, que podem gerar:
- chuvas intensas
- temporais
- alagamentos e inundações
Esse padrão já foi observado em anos anteriores e costuma trazer volumes de chuva acima da média.
Quando o fenômeno pode se formar
As projeções mais recentes indicam que o cenário ainda deve permanecer neutro no primeiro semestre de 2026.
No entanto, a partir do período entre maio e julho, a probabilidade de formação do fenômeno começa a crescer de forma significativa.
Modelos climáticos apontam que essa chance pode ultrapassar 90% ao longo do segundo semestre.
Aquecimento do oceano preocupa especialistas
Outro fator que reforça o alerta é o aquecimento acima do normal em áreas do Oceano Pacífico.
Em algumas regiões, as temperaturas do mar já estão até 4°C acima da média, o que pode acelerar o desenvolvimento do fenômeno.
Esse cenário aumenta a possibilidade de um El Niño mais intenso e com efeitos antecipados.
Por que o RS é um dos estados mais afetados
O Rio Grande do Sul costuma sentir mais os efeitos do El Niño por causa da sua posição geográfica.
O estado favorece a entrada de umidade vinda da Amazônia e a atuação de correntes de vento em diferentes níveis da atmosfera.
Essa combinação cria um ambiente propício para eventos climáticos mais severos.
O que já aconteceu em anos anteriores
Eventos recentes reforçam a preocupação dos especialistas.
As chuvas extremas registradas em 2024, por exemplo, tiveram influência direta de um El Niño forte, combinado com outros fatores climáticos.
Esse tipo de cenário pode se repetir se o fenômeno ganhar força novamente.
Previsão para os próximos meses
Para o trimestre entre maio e julho de 2026, a tendência é de:
- chuvas acima da média no RS
- temperaturas dentro do padrão normal
Mesmo sem previsão imediata de extremos, o avanço do El Niño ao longo do ano exige atenção constante.

