As mudanças trazidas pela reforma da previdência continuam avançando em 2026 e já começam a pesar no planejamento de quem está próximo da aposentadoria. Com novas regras em vigor, muitos trabalhadores estão sendo surpreendidos ao perceber que precisarão trabalhar mais tempo.
Entre as principais alterações estão o aumento da pontuação exigida e a elevação da idade mínima progressiva. Na prática, isso significa que os critérios para se aposentar ficaram mais rigorosos.
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A partir deste ano, a reforma da previdência exige que mulheres somem 93 pontos e homens 103 pontos, considerando a soma da idade com o tempo de contribuição.
Idade mínima sobe novamente em 2026
Outro ponto que chama atenção na reforma da previdência é a idade mínima, que continua aumentando gradualmente.
Agora, os requisitos são:
- Mulheres: 59 anos e 6 meses
- Homens: 64 anos e 6 meses
Além disso, o tempo mínimo de contribuição segue sendo de 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
Essas mudanças têm gerado preocupação, principalmente entre quem já estava perto de se aposentar.
Regras de pedágio ainda são opção
Para alguns trabalhadores, a reforma da previdência ainda permite alternativas por meio das regras de transição.
O pedágio de 50% vale para quem, em 2019, estava a até dois anos de cumprir os requisitos antigos. Nesse caso, não há idade mínima fixa.
Já o pedágio de 100% exige que o trabalhador cumpra o dobro do tempo que faltava, além de idade mínima de:
- 57 anos para mulheres
- 60 anos para homens
Atenção a informações incorretas
Com tantas mudanças, a reforma da previdência também gerou confusão. Um exemplo é a ideia de que homens poderiam se aposentar com apenas 15 anos de contribuição.
Na prática, a regra atual exige:
- 65 anos de idade
- Pelo menos 20 anos de contribuição
Ou seja, é fundamental verificar as informações antes de tomar qualquer decisão.
Planejamento virou essencial
Diante das novas exigências da reforma da previdência, especialistas recomendam que os trabalhadores revisem seus planos o quanto antes.
Quem está próximo de se aposentar deve recalcular o tempo de contribuição e entender em qual regra se encaixa para evitar surpresas.
As mudanças já estão valendo desde janeiro de 2026, o que torna ainda mais importante acompanhar de perto as regras atualizadas.

