O padrasto suspeito de agredir e matar o enteado de 8 anos foi morto a tiros dentro de uma ambulância. O caso ocorreu no último sábado (2) na cidade de Praia Grande, no Litoral de São Paulo.
De acordo com a Polícia Civil, Luan Henrique Silva de Almeida de 31 anos, foi atingido por um tiro no braço. Ao ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), um homem se aproximou da ambulância, forçou a abertura das portas, e atirou diversas vezes contra Silva.
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O autor dos disparos fugiu na hora. Luan não resistiu aos ferimentos e morreu na ambulância.
Padrasto acusado de matar enteado de 8 anos é morto em Cubatão: entenda o caso
Luan é suspeito de ter agredido e matado o enteado Arthur Kenay Andrade de Oliveira de 8 anos. A criança morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cubatão, na Grande São Paulo.
Conforme o boletim de ocorrência, os ferimentos da criança eram compatíveis com maus-tratos. Além disso, a criança já teria chegado na unidade de saúde em parada cardiorrespiratória.
Ainda, de acordo com a polícia, a equipe médica identificou lesões de unha no pescoço e lábio do menino, além de hematomas e manchas roxas em áreas do abdômen, tórax, dorso, membros inferiores e nádegas. Os sinais são compatíveis com indícios de maus-tratos.
Mãe mudou versão
Inicialmente, ao ser escutada pelos policiais, a mãe disse que levou o filho para a UPA em um carro de aplicativo, pois encontrou o menino caído no banheiro da casa logo após ter ido tomar banho a pedido do padrasto. Ela estaria cochilando.
Porém, na delegacia, a mulher apresentou uma nova versão. Dessa vez, relatou que estava em um salão de beleza quando o marido chegou e disse que o filho estava desfalecido no carro.
Ainda, conforme o relato dela, os dois levaram a criança até a UPA. Durante o trajeto, a mulher teria questionado o ocorrido, mas ele não respondeu.
Logo após deixar o menino na Unidade de Pronto Atendimento, o homem desapareceu.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga o caso.
“A residência foi periciada e imagens de câmeras de segurança foram apreendidas. O caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Polícia de Cubatão. As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias do crime e localizar o suspeito”.

