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02 de maio de 2026

Mudança nas regras do PIS pode cortar benefício de milhões e decisão já começa a afetar trabalhadores

Uma mudança nas regras do abono salarial do PIS/Pasep começou a gerar preocupação entre trabalhadores e pode retirar o benefício de milhões de brasileiros nos próximos anos.

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De acordo com o governo federal, cerca de 4,56 milhões de pessoas devem deixar de receber o abono até 2030, como resultado das novas exigências adotadas.

Fim do abono PIS deve acontecer de forma gradual

A mudança não acontece de uma vez, mas sim de forma progressiva ao longo dos próximos anos.

A principal alteração está no limite de renda exigido para ter direito ao benefício.

Antes, o trabalhador precisava receber até dois salários mínimos para se enquadrar. Agora, esse limite será reduzido gradualmente até chegar a cerca de um salário mínimo e meio.

Milhares já perderam o benefício em 2026

Os efeitos da nova regra já começaram a aparecer.

Somente neste ano, aproximadamente 559 mil trabalhadores deixaram de receber o abono, segundo dados oficiais.

O pagamento de 2026, por exemplo, considera o ano-base de 2024, o que já inclui parte das novas regras.

Mudança busca reduzir gastos e focar em quem ganha menos

Segundo o governo, a alteração tem como objetivo:

  • garantir a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador;
  • manter o equilíbrio das contas públicas;
  • direcionar o benefício para trabalhadores de menor renda.

A ideia é concentrar o pagamento em quem realmente depende do valor para complementar a renda.

Quem ainda pode receber o abono

Mesmo com as mudanças, o benefício continua existindo, mas com critérios mais restritivos.

Para ter direito, o trabalhador precisa:

  • ter carteira assinada;
  • estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos;
  • ter trabalhado ao menos 30 dias no ano-base;
  • respeitar o novo limite de renda.

Tema preocupa trabalhadores em todo o país

A redução gradual do acesso ao abono salarial levanta dúvidas e preocupação, especialmente entre quem depende desse valor anual.

Na prática, milhões de brasileiros podem deixar de contar com esse recurso nos próximos anos.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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