O Bolsa Família segue sendo uma das principais fontes de renda para milhões de brasileiros. No entanto, um levantamento recente revelou que existe um estado onde a participação do programa é muito menor do que a média nacional, chamando a atenção de especialistas e gestores públicos.
Enquanto o benefício alcança milhares de famílias em todas as regiões do país, os números mostram uma diferença significativa quando se observa a proporção de domicílios atendidos em determinados estados.
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Segundo dados divulgados pelo IBGE, Santa Catarina aparece como o estado com menor participação do Bolsa Família no Brasil. Em 2025, apenas 3,9% dos domicílios catarinenses recebiam o benefício, bem abaixo da média nacional de 17,2%.
Santa Catarina lidera ranking com menor participação no Bolsa Família
Os números colocam o estado na última posição entre as unidades da federação quando o assunto é dependência de programas de transferência de renda.
Logo atrás aparecem São Paulo, com 7,6% dos domicílios atendidos, Rio Grande do Sul com 7,7%, Paraná com 8% e Mato Grosso do Sul com 9,5%.
Além do Bolsa Família, Santa Catarina também lidera o ranking com menor participação em programas sociais de forma geral. Apenas 6,9% dos domicílios receberam algum benefício social em 2025, enquanto a média nacional ficou em 22,7%.
Emprego e renda ajudam a explicar os números
Especialistas apontam que o cenário está diretamente ligado ao mercado de trabalho do estado.
Dados do Caged mostram que Santa Catarina abriu cerca de 59 mil vagas formais em 2025. Além disso, registrou a menor taxa de desemprego do país no primeiro trimestre de 2026, com apenas 2,7%.
O rendimento médio dos trabalhadores também cresceu. Entre 2024 e 2025, a renda média mensal passou de R$ 3.587 para R$ 3.900, avanço de 8,7%.
Nem tudo são números positivos
Apesar dos indicadores favoráveis de emprego e renda, especialistas alertam que ainda existem desafios importantes.
Dados citados pelo Instituto Selo Social apontam que Santa Catarina possui mais de 160 comunidades urbanas identificadas pelo IBGE e enfrenta desigualdades regionais que continuam exigindo atenção do poder público.
Questões ligadas à moradia, saneamento básico, custo de vida e acesso a serviços públicos permanecem como desafios para parte da população, especialmente em regiões mais vulneráveis.
O que os números mostram
Os dados reforçam que a participação no Bolsa Família varia bastante entre os estados brasileiros e costuma acompanhar fatores como emprego, renda e desenvolvimento econômico.
Mesmo liderando o ranking com menor número de beneficiários proporcionalmente, Santa Catarina ainda enfrenta desafios sociais que mostram que crescimento econômico e qualidade de vida nem sempre avançam no mesmo ritmo para toda a população.

