Uma nova vacina contra a influenza começou a ser testada no Brasil e idosos acima dos 60 anos estão sendo convocados para participar do estudo. A pesquisa está sendo conduzida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Instituto Butantan.
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O estudo busca recrutar 500 idosos para avaliar a eficácia do novo imunizante, que está em fase 3 de testes clínicos, considerada uma das etapas mais importantes antes de uma possível aprovação oficial.
As atividades começaram em março de 2026 e devem seguir até o fim de maio.
Nova vacina da gripe será comparada com imunizantes já existentes
Segundo as informações divulgadas, o objetivo é comparar a eficácia da nova vacina adjuvada desenvolvida pelo Butantan com vacinas de alta dose já disponíveis no mercado privado para idosos.
O acompanhamento dos participantes será feito durante seis meses e contará com atendimento remoto disponível 24 horas por dia para os voluntários.
A pesquisa acontece no Centro de Terapias Avançadas e Inovadoras da UFMG, em Belo Horizonte, mas envolve outros 17 centros de pesquisa espalhados pelo Brasil.
Os resultados poderão ser enviados futuramente para avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Idosos são prioridade por maior risco de complicações
A gripe costuma causar impacto mais grave na população idosa, principalmente em pessoas com doenças crônicas ou imunidade mais baixa.
Segundo especialistas citados na pesquisa, a resposta imunológica de idosos tende a ser menos eficiente com o avanço da idade, aumentando o risco de complicações respiratórias.
Por isso, o desenvolvimento de vacinas mais potentes para essa faixa etária vem sendo tratado como prioridade em estudos de saúde pública.
Atualmente, o Sistema Único de Saúde oferece vacinação anual contra a gripe, principalmente para grupos prioritários, incluindo idosos acima de 60 anos.
Quem pode participar do estudo da nova vacina
De acordo com a UFMG, podem participar idosos com 60 anos ou mais que não tenham condições de imunodeficiência, como HIV ou doenças autoimunes.
Já pessoas com doenças crônicas controladas, como diabetes e hipertensão, podem ser incluídas normalmente na pesquisa.
Os interessados podem buscar informações diretamente pelos canais divulgados pelo Centro de Terapias Avançadas e Inovadoras da universidade.

