Dividir comprimidos ao meio é um hábito bastante comum entre os brasileiros, seja para adequar a dose prescrita, economizar ou facilitar a ingestão. No entanto, especialistas alertam que essa prática pode comprometer a eficácia do tratamento e até aumentar o risco de contaminação quando realizada de forma inadequada.
Embora alguns medicamentos possam ser partidos com segurança, muitos comprimidos possuem características específicas que impedem essa divisão. Em determinados casos, o corte pode alterar a forma como o princípio ativo é absorvido pelo organismo, reduzindo o efeito esperado do remédio.
LEIA TAMBÉM:
- “Ninguém atende”: Fiéis de igreja em Canoas caem em golpe após comprar viagem para Aparecida
- “Fiquei sabendo um dia antes que seria demitida”: tradicional rede de lojas do RS fecha lojas e demite mais de 40 funcionários
- Aposentada empresta o nome para neta financiar carro, jovem não paga as parcelas, banco tenta tirar R$ 92 mil da idosa e Justiça toma decisão
Nem todo comprimido pode ser dividido
Medicamentos revestidos possuem uma camada protetora desenvolvida para controlar a liberação do princípio ativo ou proteger o estômago da ação da substância.
Ao partir esse tipo de comprimido, essa proteção pode ser perdida, fazendo com que o medicamento seja absorvido de forma inadequada ou tenha sua eficácia reduzida.
Sulco não significa que o corte é recomendado
Muitas pessoas acreditam que a presença de um sulco indica que o comprimido pode ser dividido sem problemas.
No entanto, especialistas explicam que essa marca nem sempre foi criada para facilitar o corte. Em alguns medicamentos, ela serve apenas para aumentar a resistência mecânica do comprimido durante a fabricação e o transporte.
Corte pode provocar doses desiguais e contaminação
Outro problema está na forma como o comprimido é dividido. O uso de facas, tesouras ou outros utensílios domésticos pode resultar em partes com quantidades diferentes do princípio ativo, comprometendo a dose prescrita.
Além disso, instrumentos mal higienizados podem contaminar o medicamento, aumentando o risco de problemas à saúde.
Sempre siga a orientação do profissional de saúde
Antes de partir qualquer medicamento, a recomendação é consultar um médico ou farmacêutico e verificar as orientações presentes na bula.
Quando houver necessidade de ajustar a dosagem, o profissional poderá indicar uma apresentação mais adequada ou um medicamento desenvolvido especificamente para a quantidade prescrita, garantindo mais segurança e eficácia durante o tratamento.

