A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento da artrite reumatoide e de outras doenças inflamatórias raras. A decisão representa uma nova alternativa terapêutica para pacientes que não obtiveram resposta satisfatória aos tratamentos convencionais.
O medicamento aprovado é o Kineret (anakinra), um imunobiológico produzido pela farmacêutica sueca Sobi. Ele atua bloqueando a ação da interleucina 1 (IL-1), proteína do sistema imunológico que desempenha papel importante nos processos inflamatórios. Com isso, ajuda a reduzir a inflamação, aliviar os sintomas e prevenir danos às articulações e outros tecidos.
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Como o medicamento funciona
O Kineret pertence à classe dos medicamentos imunobiológicos e será utilizado em associação ao metotrexato, considerado o tratamento de primeira linha para a artrite reumatoide.
Segundo a Anvisa, a indicação é destinada a pacientes adultos que apresentaram resposta insuficiente ao metotrexato utilizado isoladamente.
Outras doenças também serão tratadas
Além da artrite reumatoide, o medicamento foi aprovado para o tratamento de doenças inflamatórias raras, como as síndromes de febres periódicas autoinflamatórias e a doença de Still.
Nesses casos, o uso poderá ser feito por adultos e também por crianças a partir de oito meses de idade, desde que tenham peso igual ou superior a 10 quilos, conforme as indicações aprovadas pela Anvisa.
Artrite reumatoide afeta milhões de pessoas
A artrite reumatoide é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar as próprias articulações, causando dor, inchaço, rigidez e limitação dos movimentos.
Sem tratamento adequado, a doença pode provocar deformidades permanentes, perda de mobilidade e comprometimento da qualidade de vida. A incidência é maior entre mulheres e costuma aumentar com o avanço da idade.
Aprovação amplia as opções terapêuticas
A autorização concedida pela Anvisa permite que o medicamento seja comercializado no Brasil, oferecendo uma nova opção para pacientes que necessitam de terapias mais específicas para controlar a inflamação.
Apesar da aprovação, o tratamento deve ser iniciado apenas com indicação e acompanhamento médico, já que a escolha do medicamento depende das características clínicas de cada paciente.

