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11 de maio de 2026

Polícia Civil do RS começa a usar inteligência artificial em registros de violência contra a mulher

Nova ferramenta de inteligência artificial na violência contra a mulher será utilizada pela Polícia Civil do RS para agilizar análises

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul começa a utilizar, a partir desta segunda-feira (11), um sistema de inteligência artificial na violência contra a mulher em todas as delegacias do Estado. A ferramenta será aplicada no processo de digitalização e análise do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), utilizado em ocorrências de violência doméstica. O objetivo é identificar situações de perigo com mais rapidez e auxiliar a atuação policial na prevenção de novas agressões.

Como funcionará o novo sistema

A nova ferramenta foi desenvolvida pelo Departamento de Tecnologia da Informação Policial (DTIP) e começou a ser implementada após treinamento realizado com policiais civis de todo o Estado na última semana.

O sistema utilizará inteligência artificial para interpretar e estruturar os dados preenchidos no Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), documento aplicado em casos de violência doméstica e familiar.

Atualmente, o formulário já é utilizado tanto em delegacias físicas quanto na Delegacia Online. Nos atendimentos presenciais, a vítima poderá responder o documento impresso à caneta. Depois, o material será digitalizado e integrado ao Sistema de Polícia Judiciária (SPJ), com apoio da inteligência artificial na violência contra a mulher.

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O que a tecnologia permitirá identificar

Segundo a Polícia Civil, o recurso ajudará a detectar sinais de risco no ambiente doméstico, avaliar a gravidade das situações e agilizar encaminhamentos relacionados à proteção das vítimas.

A digitalização também permitirá armazenar as informações de forma mais estruturada. Os dados serão utilizados na elaboração de relatórios, estatísticas e mapas para subsidiar políticas públicas estaduais e nacionais voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres.

O que dizem as autoridades

A delegada Viviane Pinto, diretora da Divisão de Sistemas do DTIP e da Delegacia Online, afirmou que a ferramenta representa um avanço estratégico na proteção das mulheres.

De acordo com a delegada, a nova tecnologia deve facilitar o atendimento policial, melhorar a interpretação dos dados e acelerar procedimentos relacionados ao encaminhamento de medidas protetivas e ações judiciais.

Ela também destacou que o sistema fortalece o compartilhamento de informações e amplia a integração entre as forças de segurança.

O que é o Fonar

O Formulário Nacional de Avaliação de Risco integra a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. O documento foi instituído em 2020 e reúne perguntas objetivas e subjetivas aplicadas durante o primeiro atendimento à vítima.

As informações coletadas podem ser utilizadas em inquéritos policiais, pedidos de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) e outros procedimentos relacionados à Lei Maria da Penha.

Com a implementação da inteligência artificial na violência contra a mulher, a expectativa do governo estadual é ampliar a capacidade de análise das ocorrências e fortalecer ações preventivas no combate à violência doméstica.

A ferramenta começa a ser utilizada em todas as delegacias gaúchas nesta segunda-feira (11).

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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