Chega a seis o número de presos durante a Operação Via Ápia. A ofensiva deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (12) tinha como alvo um grupo que praticou mais de 40 roubos de carga e também realizava lavagem de dinheiro.
De acordo com a investigação, o principal alvo da Operação está preso no Complexo Prisional de Canoas e, de dentro da cela, comandaria os negócios. Os policiais apuraram um fluxo financeiro a partir dos lucros obtidos com as cargas.
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Em um levantamento preliminar, os policiais apuraram que o grupo criminoso teria causado prejuízo de R$ 1,6 milhão com roubo de cargas.
Ainda, de acordo com a investigação, a lavagem de dinheiro era feita com familiares do principal investigado e também com outros “laranjas”. O grupo investia os valores obtidos com as cargas roubadas na compra de imóveis e de veículos.
Operação Via Ápia: policiais cumprem mais de 40 ordens judiciais
Conforme a Polícia Civil, a ofensiva ocorre em Canoas, Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Viamão e Alvorada. Policiais cumpriram mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão, de sequestros e indisponibilidade de bens, além de quebra de sigilos telefônicos e bancários.
Como o grupo agia?
A investigação conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR) apurou que o núcleo operacional do grupo criminoso agia da seguinte forma: eles executavam os assaltos e davam apoio logístico com o uso de veículos em nome de terceiros e de equipamentos que impedem o rastreamento do veículo.

