Um novo acordo anunciado por países da América do Sul chamou atenção após o Brasil não aparecer entre os participantes da iniciativa.
Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Equador confirmaram a criação de um plano conjunto voltado ao combate do crime organizado transnacional e do narcotráfico na região
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A ausência brasileira rapidamente gerou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre o posicionamento do país diante das novas articulações regionais.
Brasil fica de fora de tratado regional
O compromisso foi firmado durante reunião realizada no Chile e prevê ações coordenadas entre os cinco países participantes.
Segundo o comunicado divulgado após o encontro, será criado um grupo de trabalho responsável por elaborar medidas conjuntas de segurança, inteligência financeira, controle migratório e fiscalização de fronteiras.
O grupo terá liderança rotativa entre os países envolvidos, começando pela Argentina.
Até o momento, não houve explicação oficial sobre a ausência do Brasil nas negociações do novo plano regional.
Novo acordo mira avanço do crime organizado
Os governos envolvidos afirmaram que o crescimento das organizações criminosas exige respostas mais integradas entre os países da América do Sul.
O documento divulgado após a reunião destaca que ações isoladas já não seriam suficientes para enfrentar crimes transnacionais, especialmente tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e atuação de facções internacionais.
A expectativa é que as primeiras reuniões técnicas do grupo ocorram nos próximos meses.
Brasil segue em acordos do Mercosul
Mesmo fora dessa nova iniciativa, o Brasil continua integrado aos principais acordos regionais do Mercosul, bloco econômico formado ao lado de Argentina, Paraguai e Uruguai.
Atualmente, Chile, Peru e Equador também possuem vínculos comerciais com o Mercosul como Estados Associados.
Nos últimos meses, o bloco sul-americano também avançou em negociações comerciais internacionais, incluindo acordos com União Europeia, EFTA e Singapura.
Apesar disso, a ausência brasileira neste novo plano regional chamou atenção justamente pelo peso diplomático e econômico do país na América do Sul.

