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13 de maio de 2026

Projeto aprovado na Câmara pode liberar saque do FGTS para compra de arma de fogo

Projeto aprovado na Câmara pode permitir saque do FGTS para compra de arma de fogo, munições e acessórios. Entenda o que muda.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que pode permitir o uso do FGTS para compra de arma de fogo no Brasil. A proposta avançou nesta terça-feira (12) e agora segue para novas etapas de análise dentro do Congresso Nacional.

O texto prevê que trabalhadores possam sacar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para adquirir arma, munições e acessórios voltados à defesa pessoal.

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A medida ainda precisa passar por outras comissões antes de ir ao plenário, mas já começou a gerar forte repercussão nas redes sociais e no debate político.

Projeto prevê saque anual do FGTS

Segundo a proposta, o trabalhador poderá realizar o saque do FGTS uma vez por ano, na data do próprio aniversário.

O valor retirado deverá ser usado exclusivamente para:

  • compra da arma de fogo;
  • aquisição de munições;
  • compra de acessórios obrigatórios de segurança.

O texto estabelece que o saque será limitado ao valor necessário para a compra autorizada.

Compra dependerá de autorização oficial

O projeto determina que o trabalhador apresente documentos que comprovem autorização legal para aquisição da arma.

Entre as exigências previstas estão:

  • regularidade no Sistema Nacional de Armas;
  • cadastro válido no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas;
  • autorização emitida pela Polícia Federal ou Exército.

Sem essa documentação, o saque do FGTS não poderá ser liberado.

Proposta ainda precisa passar por outras comissões

Apesar da aprovação inicial, o projeto ainda não virou lei.

Antes disso, ele precisará passar por:

  • Comissão de Finanças e Tributação;
  • Comissão de Constituição e Justiça;
  • votação no plenário da Câmara.

Somente depois dessas etapas o texto poderá seguir para análise no Senado.

Debate sobre armas e FGTS divide opiniões

A proposta foi apresentada pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS) e teve parecer favorável do relator Paulo Bilynskyj (PL-SP).

Defensores do projeto afirmam que a medida amplia o direito à defesa pessoal e dá liberdade ao trabalhador para usar o próprio dinheiro.

Já críticos argumentam que o FGTS foi criado para proteção financeira do trabalhador em situações como desemprego, habitação e emergências, e não para compra de armas.

O tema deve continuar provocando debates intensos dentro do Congresso e nas redes sociais nos próximos meses.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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