Milhões de brasileiros acompanham as eleições, mas poucos sabem como funciona o fundo eleitoral, dinheiro utilizado pelos partidos para financiar campanhas políticas. Com a aproximação das eleições de 2026, uma nova etapa desse processo acaba de começar e envolve uma quantia bilionária que será distribuída entre as legendas de todo o país.
TSE recebe recursos para as eleições de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu nesta semana os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido popularmente como Fundo Eleitoral.
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Agora, a Corte será responsável por calcular quanto caberá a cada partido político conforme as regras previstas na legislação eleitoral.
A expectativa é grande entre as legendas, já que os valores servirão para financiar candidaturas a presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
Valor destinado ao Fundo Eleitoral chama atenção
O montante reservado para as eleições de 2026 chega a R$ 4,9 bilhões.
Os recursos foram transferidos pelo Tesouro Nacional ao TSE e passarão por um processo de divisão baseado no desempenho dos partidos nas eleições anteriores.
Criado em 2017 após a proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Fundo Eleitoral se tornou uma das principais fontes de financiamento das campanhas políticas brasileiras.
Como o dinheiro é dividido entre os partidos
A legislação determina critérios específicos para a distribuição dos recursos.
A divisão acontece da seguinte forma:
- 2% igualmente entre todos os partidos registrados no TSE;
- 35% conforme os votos obtidos para a Câmara dos Deputados na última eleição;
- 48% de acordo com o número de deputados federais eleitos;
- 15% conforme a representação dos partidos no Senado.
Para as eleições de 2026, serão considerados os resultados das eleições de 2022, incluindo alterações ocorridas até junho deste ano.
Fundo quase triplicou desde sua criação
O crescimento do Fundo Eleitoral nos últimos anos tem sido um dos pontos mais debatidos dentro e fora do Congresso Nacional.
Na primeira eleição em que o mecanismo foi utilizado, em 2018, foram distribuídos cerca de R$ 1,7 bilhão.
Agora, o valor chega a R$ 4,9 bilhões, representando um aumento expressivo em apenas oito anos.
Para defensores do modelo, o sistema reduz a dependência de grandes grupos econômicos no financiamento das campanhas.
Já os críticos argumentam que o volume de recursos públicos destinado aos partidos continua elevado.
Congresso discute mudanças nas regras
Diversos projetos em tramitação tentam alterar o funcionamento do Fundo Eleitoral.
Entre as propostas debatidas estão:
- redução do valor total destinado às campanhas;
- devolução de recursos em casos de cassação;
- reserva de parte da verba para educação política;
- mudanças nos critérios de distribuição entre candidatos.
Até o momento, porém, nenhuma dessas alterações foi aprovada para as eleições de 2026.
Próximo passo depende dos partidos
Após a divulgação oficial dos valores pelo TSE, cada legenda ficará responsável por decidir como distribuir os recursos internamente.
A definição envolve campanhas para todos os cargos em disputa e costuma gerar negociações intensas dentro dos próprios partidos.
Com isso, o Fundo Eleitoral 2026 volta ao centro do debate político e econômico, especialmente por envolver uma das maiores quantias já destinadas ao financiamento público de campanhas no Brasil.

