Uma situação bastante comum após separações e disputas familiares voltou a gerar debate no Brasil: afinal, colocar o filho contra o ex-companheiro pode trazer consequências legais graves?
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A resposta é sim, e, em casos extremos, a situação pode até resultar em prisão.
O tema envolve a chamada alienação parental, prática que vem sendo acompanhada cada vez mais de perto pela Justiça brasileira.
O que é alienação parental
A alienação parental acontece quando um dos responsáveis tenta prejudicar a relação da criança com o outro genitor.
Entre os exemplos mais comuns estão:
- impedir visitas sem justificativa
- fazer acusações falsas
- manipular a criança emocionalmente
- dificultar contato entre pai, mãe e filho
A prática é prevista na Lei da Alienação Parental, em vigor no Brasil desde 2010.
Alienação parental pode gerar punições graves
Quando a Justiça identifica a prática, diversas medidas podem ser aplicadas.
Entre elas:
- advertência judicial
- multa
- alteração da guarda
- ampliação do convívio com o outro responsável
- acompanhamento psicológico obrigatório
Em situações mais graves, o descumprimento de decisões judiciais pode levar até à prisão por desobediência ou outros crimes relacionados.
Ou seja:
👉 a prisão não ocorre automaticamente
👉 mas pode acontecer em casos extremos e reincidentes
Crianças são as mais afetadas
Especialistas alertam que a alienação parental pode causar impactos emocionais sérios nas crianças.
Entre os efeitos mais comuns estão:
- ansiedade
- depressão
- dificuldades de relacionamento
- sentimento de culpa
- afastamento familiar
Por isso, a Justiça costuma priorizar medidas que preservem o bem-estar da criança antes de qualquer punição mais severa.
E no RS? Casos também chegam ao Judiciário
No Rio Grande do Sul, processos envolvendo alienação parental também são frequentes nas varas de família.
Em muitos casos, a disputa pela guarda acaba gerando acusações e conflitos que exigem acompanhamento psicológico e intervenção judicial.
Especialistas fazem alerta para pais separados
Advogados e psicólogos recomendam que conflitos entre ex-companheiros não sejam transferidos para os filhos.
Mesmo em separações difíceis, o ideal é:
- preservar a relação da criança com ambos os pais
- evitar discussões na frente dos filhos
- cumprir acordos e decisões judiciais

