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17 de maio de 2026

Pais podem até ser presos? Situação envolvendo filhos após separação acende alerta e muita gente nem imagina o risco

Uma situação bastante comum após separações e disputas familiares voltou a gerar debate no Brasil: afinal, colocar o filho contra o ex-companheiro pode trazer consequências legais graves?

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A resposta é sim, e, em casos extremos, a situação pode até resultar em prisão.

O tema envolve a chamada alienação parental, prática que vem sendo acompanhada cada vez mais de perto pela Justiça brasileira.

O que é alienação parental

A alienação parental acontece quando um dos responsáveis tenta prejudicar a relação da criança com o outro genitor.

Entre os exemplos mais comuns estão:

  • impedir visitas sem justificativa
  • fazer acusações falsas
  • manipular a criança emocionalmente
  • dificultar contato entre pai, mãe e filho

A prática é prevista na Lei da Alienação Parental, em vigor no Brasil desde 2010.

Alienação parental pode gerar punições graves

Quando a Justiça identifica a prática, diversas medidas podem ser aplicadas.

Entre elas:

  • advertência judicial
  • multa
  • alteração da guarda
  • ampliação do convívio com o outro responsável
  • acompanhamento psicológico obrigatório

Em situações mais graves, o descumprimento de decisões judiciais pode levar até à prisão por desobediência ou outros crimes relacionados.

Ou seja:
👉 a prisão não ocorre automaticamente
👉 mas pode acontecer em casos extremos e reincidentes

Crianças são as mais afetadas

Especialistas alertam que a alienação parental pode causar impactos emocionais sérios nas crianças.

Entre os efeitos mais comuns estão:

  • ansiedade
  • depressão
  • dificuldades de relacionamento
  • sentimento de culpa
  • afastamento familiar

Por isso, a Justiça costuma priorizar medidas que preservem o bem-estar da criança antes de qualquer punição mais severa.

E no RS? Casos também chegam ao Judiciário

No Rio Grande do Sul, processos envolvendo alienação parental também são frequentes nas varas de família.

Em muitos casos, a disputa pela guarda acaba gerando acusações e conflitos que exigem acompanhamento psicológico e intervenção judicial.

Especialistas fazem alerta para pais separados

Advogados e psicólogos recomendam que conflitos entre ex-companheiros não sejam transferidos para os filhos.

Mesmo em separações difíceis, o ideal é:

  • preservar a relação da criança com ambos os pais
  • evitar discussões na frente dos filhos
  • cumprir acordos e decisões judiciais
Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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