Uma mulher foi condenada pela Justiça Federal após ser acusada de esconder uma união estável para continuar recebendo uma pensão destinada à filha de um militar falecido. O caso ocorreu na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul e resultou na determinação de devolução dos valores recebidos indevidamente ao longo dos anos.
De acordo com o processo, a beneficiária teria mantido o recebimento do benefício mesmo após uma mudança em sua condição civil, situação que poderia levar à perda do direito à pensão conforme a legislação aplicável.
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O que apontou a investigação?
As apurações indicaram que a mulher viveu em união estável durante anos sem comunicar a situação aos órgãos responsáveis pelo pagamento do benefício.
A informação era considerada essencial para a manutenção da pensão e, segundo a Justiça, a omissão permitiu a continuidade dos repasses de forma irregular.
Quanto tempo durou o recebimento?
O processo aponta que os pagamentos continuaram por um longo período, chegando a se estender por quase 20 anos após o início da união estável.
Durante esse período, os valores foram depositados regularmente até que a situação fosse identificada pelas autoridades.
O que decidiu a Justiça?
Na sentença, a Justiça entendeu que houve irregularidade na manutenção do benefício e determinou a condenação da mulher.
Além das demais penalidades previstas no processo, ela deverá ressarcir os cofres públicos pelos valores recebidos indevidamente.
Como funcionam as regras da pensão?
As pensões militares possuem requisitos específicos para concessão e manutenção. Dependendo da legislação aplicável ao caso, alterações na situação civil do beneficiário podem resultar na perda do direito ao benefício.
Por isso, especialistas destacam a importância de manter os dados cadastrais atualizados e informar qualquer mudança aos órgãos responsáveis.

