A votação sobre o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados terminou com um momento inesperado que rapidamente viralizou nas redes sociais.
Durante a sessão realizada na noite de quarta-feira (27), o deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) chamou atenção ao defender a proposta dizendo que os trabalhadores precisariam de mais tempo até para “fazer sexo em paz”. Veja vídeo mais abaixo.
A declaração arrancou risos dentro do plenário e virou um dos assuntos mais comentados após a aprovação da PEC.
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Deputado defendeu mais tempo para família
Com uma Bíblia nas mãos e usando capacete de segurança, Pastor Sargento Isidório afirmou que a nova escala ajudaria famílias brasileiras.
Segundo ele, a mudança permitiria mais descanso, convivência familiar e até aumento no número de filhos.
Deputado pastor fala que trabalhadores poderão fazer "sexo em paz" ao defender fim da escala 6×1.
— Agência GBC (@AgenciaGBC) May 28, 2026
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“Além de melhorar a vida das famílias, os trabalhadores e trabalhadoras terão tempo, inclusive, para terem mais filho, portanto, fazerem seu sexo em paz e com mais tranquilidade”, declarou o parlamentar.
O que muda com o fim da escala 6×1
A PEC aprovada pela Câmara reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial.
Na prática, o texto acaba com o modelo atual de seis dias trabalhados para apenas um de descanso.
Com isso, a proposta estabelece oficialmente a escala 5×2.
O texto foi aprovado em dois turnos com:
- 461 votos favoráveis;
- 19 votos contrários.
Mudança ainda precisa passar pelo Senado
Apesar da aprovação na Câmara, o fim da escala 6×1 ainda não está valendo.
Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o texto ainda precisará:
- passar pelo Senado;
- ser aprovado em dois turnos;
- e depois promulgado.
A proposta prevê ainda um período de transição:
- dois meses para jornada de 42 horas;
- e 14 meses para implementação definitiva das 40 horas semanais.
Pastor ainda se confundiu durante votação
Além da fala sobre “sexo em paz”, Pastor Sargento Isidório protagonizou outro momento curioso.
Após a votação na comissão especial, ele afirmou que poderia ter votado errado e pediu conferência imediata.
“Minha assessoria ligou para mim dizendo que parece que eu votei enganado”, disse o deputado.
Depois, descobriu-se que ele participava da sessão apenas como suplente e nem tinha direito ao voto naquele momento.
O parlamentar ainda improvisou uma música em defesa do fim da escala 6×1 durante a tramitação da proposta.

