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29 de maio de 2026

Justiça bate martelo e Arena do Grêmio escapa de leilão após 3 anos de disputa judicial

A Justiça de São Paulo colocou um ponto importante em uma das maiores disputas envolvendo a Grêmio nos últimos anos. Após três anos de tramitação, a 36ª Vara Cível reconheceu a quitação da dívida da Arena do Grêmio e afastou o risco de penhora do estádio.

Com a decisão anunciada na quarta-feira (20), o estádio deixa de correr risco de ir a leilão, cenário que vinha preocupando torcedores e dirigentes desde o início do processo envolvendo bancos credores e empresas ligadas à construção da arena.

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A ação questionava a negociação realizada entre o Grêmio e a Arena Porto Alegrense depois que o empresário Marcelo Marques comprou dois terços da dívida da construção do estádio.

As empresas OAS 26 e Karagounis, proprietárias do terreno da arena, alegavam que teriam direito de preferência na negociação da gestão do estádio. No entanto, a Justiça entendeu que elas não possuem legitimidade para impedir a operação realizada.

Na decisão, a juíza Paula da Rocha e Silva afirmou:

“Pelo exposto, conclui-se que as garantidoras OAS 26 e Karagounis não possuem legitimidade ou interesse jurídico para vetar a expropriação de bem pertencente à devedora Arena.”

Apesar da vitória do clube, as empresas ainda podem apresentar novos recursos antes do trânsito em julgado do processo.

Marcelo Marques quitou dívida milionária da Arena do Grêmio

Em julho do ano passado, Marcelo Marques anunciou a quitação das dívidas bancárias ligadas à construção do estádio. A operação envolvendo a gestão da Arena do Grêmio movimentou cerca de R$ 145 milhões.

A negociação foi considerada decisiva para destravar um dos maiores problemas jurídicos envolvendo o clube desde a inauguração da arena.

O advogado Eduardo Peña, que atuou no processo, classificou a decisão como histórica.

“A decisão da Justiça paulista, de homologar o acordo entre Grêmio e Arena, foi tecnicamente irretocável.”

Situação da Arena do Grêmio ainda tem alerta importante

Mesmo com a decisão favorável, a situação da Arena do Grêmio ainda não está totalmente encerrada.

A própria Justiça destacou que o direito de administrar o estádio, adquirido por Marcelo Marques e posteriormente doado ao clube, vale somente até 1º de janeiro de 2034.

Depois disso, caso o Grêmio não resolva definitivamente a chamada “troca de chaves” com as empresas proprietárias do terreno, a gestão da arena poderá voltar para OAS 26 e Karagounis.

Grêmio ainda negocia entrega do Olímpico

O acordo prevê que o Grêmio entregue oficialmente o antigo Estádio Olímpico às empresas proprietárias do terreno da arena.

A Karagounis já aceitou avançar na negociação, mas a OAS 26 ainda mantém resistência. Entre os principais pontos de impasse estão:

  • responsabilidade pela demolição do Olímpico;
  • obras no entorno da arena;
  • obrigações deixadas pela antiga construtora OAS.

Segundo o vice-presidente do Conselho de Administração do Grêmio, Eduardo Schumacher, a decisão representa um avanço fundamental.

“A questão ainda não está 100% resolvida, mas esse é um passo fundamental para consolidar a gestão do estádio.”

Torcedores comemoram fim do risco de leilão

Nas redes sociais, muitos torcedores do Grêmio comemoraram o fato de a Arena do Grêmio ficar livre de penhora após anos de incertezas jurídicas.

O tema virou assunto entre gremistas principalmente porque existia temor sobre possíveis impactos financeiros e administrativos caso o estádio acabasse envolvido em medidas mais severas da Justiça.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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