Dados da Pesquisa Nacional de Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos mostram que 93% dos idosos utilizam pelo menos um medicamento de forma contínua. Além disso, cerca de 18% fazem uso de cinco ou mais remédios simultaneamente, situação conhecida como polifarmácia.
Especialistas afirmam que, quanto maior o número de medicamentos utilizados, maior também é o risco de interações entre substâncias, erros de dosagem e efeitos adversos inesperados.
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Quais são os erros mais comuns?
Entre os problemas mais frequentes estão:
- Esquecer de tomar o medicamento;
- Tomar doses duplicadas;
- Confundir horários;
- Misturar medicamentos incompatíveis;
- Utilizar quantidades diferentes das prescritas;
- Armazenar os remédios de forma inadequada.
Segundo especialistas, doses acima do recomendado podem causar efeitos colaterais graves, enquanto doses menores podem comprometer totalmente a eficácia do tratamento.
Polifarmácia pode aumentar o risco de quedas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam a polifarmácia como um fator de risco importante para quedas entre idosos.
De acordo com o Protocolo de Prevenção de Quedas, entre 30% e 50% das quedas em idosos resultam em algum tipo de lesão, enquanto uma parcela significativa pode causar fraturas, sangramentos, internações e outras complicações graves.
Sintomas que exigem atenção
Familiares e cuidadores devem observar sinais que podem indicar problemas relacionados aos medicamentos. Entre eles estão:
- Tontura frequente;
- Sonolência excessiva;
- Confusão mental;
- Fraqueza repentina;
- Alterações de pressão arterial;
- Perda de apetite;
- Quedas recorrentes;
- Dificuldade de locomoção.
Caso esses sintomas apareçam, a recomendação é procurar orientação médica o mais rápido possível.
Como evitar problemas com os remédios?
Os especialistas recomendam algumas medidas simples para aumentar a segurança:
- Manter uma lista atualizada dos medicamentos;
- Informar médicos e farmacêuticos sobre todos os remédios utilizados;
- Utilizar organizadores de comprimidos;
- Respeitar os horários prescritos;
- Fazer revisões periódicas da medicação;
- Nunca alterar doses sem orientação profissional.
Segundo os profissionais de saúde, o acompanhamento adequado dos tratamentos é uma das formas mais eficazes de preservar a autonomia, a qualidade de vida e a segurança dos idosos.

