A energia solar continua ganhando espaço no Brasil e no mundo, mas uma nova tendência pode provocar mudanças importantes para quem já utiliza placas solares em casa ou pretende investir nessa tecnologia nos próximos anos.
Um levantamento da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena) mostrou que os custos da geração de energia limpa vêm caindo de forma acelerada. No caso da energia solar fotovoltaica, a redução chegou a impressionantes 87% entre 2010 e 2024.
LEIA TAMBÉM:
- Quer trocar sua geladeira velha? Brastemp e Consul prometem recolher aparelho antigo e dar desconto em novo com este novo projeto; veja como deverá funcionar e quando
- Bolsa Família terá nova regra em 2026 e milhões de famílias já começam a temer bloqueios nos pagamentos
- Caixa Tem libera Pix de R$ 600 a partir desta terça-feira e milhões já podem consultar o calendário
A queda nos preços tem chamado atenção porque pode tornar os sistemas solares ainda mais acessíveis para consumidores residenciais e empresas, ampliando a economia na conta de luz.
Energia solar ficou muito mais barata
Segundo os dados da Irena, a energia solar foi uma das tecnologias que mais registraram redução de custos nos últimos anos.
Além dos painéis fotovoltaicos, outras fontes renováveis também apresentaram forte queda nos preços:
- Energia solar: redução de 87%;
- Energia eólica terrestre: queda de 55%;
- Sistemas de armazenamento em baterias: redução de 93%.
Esse movimento ajuda a explicar o crescimento acelerado da geração própria de energia em diversos países, incluindo o Brasil.
O que pode mudar na conta de luz?
Com equipamentos mais baratos e maior oferta de tecnologia, a tendência é que mais consumidores passem a investir em sistemas de energia solar.
Na prática, isso pode significar uma redução gradual dos custos para novos projetos, permitindo que mais famílias consigam gerar parte da própria eletricidade e diminuam a dependência da rede convencional.
Especialistas avaliam que o avanço da energia solar também contribui para aumentar a competitividade do setor elétrico e ampliar as opções disponíveis para os consumidores.
Preços devem continuar caindo até 2035
As projeções apontam que a tendência de redução dos custos ainda está longe de terminar.
Analistas estimam que os preços ligados à geração de energia limpa possam cair aproximadamente:
- 30% até 2030;
- Quase 40% até 2035.
Caso o cenário se confirme, a energia solar poderá se tornar ainda mais acessível para residências, empresas e propriedades rurais.
Brasil pode ser um dos maiores beneficiados
O Brasil possui uma das maiores incidências solares do mundo, fator que favorece a expansão da tecnologia.
Com custos menores e equipamentos mais eficientes, especialistas acreditam que a energia solar continuará atraindo investimentos e ajudando consumidores que buscam alternativas para reduzir gastos com eletricidade.
Para quem já possui placas solares instaladas, o cenário também é positivo, já que a evolução tecnológica tende a tornar os sistemas mais eficientes e ampliar as opções de armazenamento e gestão da energia produzida.

