Uma conversa informal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cúpula do G7 ganhou repercussão nas redes sociais após um áudio vazar nesta semana. Na gravação, Lula afirma que nunca foi esquerdista e diz acreditar que o mundo deve seguir o chamado “caminho do meio”.
A declaração ocorreu durante uma conversa com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão Friedrich Merz.
“O mundo não é de esquerda, o mundo é do caminho do meio. Eu nunca fui esquerdista. Eu era um dirigente sindical, que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, muito forte. Uma relação boa com o sindicalismo italiano e uma relação boa com a Espanha”, afirmou Lula.
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Declaração acontece em meio ao cenário eleitoral
A fala acontece em um momento de pré-campanha eleitoral, período em que Lula deve disputar a reeleição. Atualmente, o principal adversário apontado nas articulações políticas é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nos bastidores, aliados do presidente defendem a manutenção da estratégia de frente ampla adotada em 2022, quando Geraldo Alckmin foi escolhido como vice na chapa vencedora.
Lula também criticou o governo dos Estados Unidos
Outro trecho do áudio divulgado mostra Lula conversando com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. Durante o diálogo, o presidente brasileiro afirmou não gostar de conflitos internacionais, mas fez críticas à gestão norte-americana.
“Eu não gosto de briga.”
Logo depois, acrescentou:
“Eu não suporto o comportamento do governo americano”.
Conversas foram captadas antes da abertura da reunião
As falas foram registradas parcialmente por uma equipe da agência de notícias Associated Press enquanto os líderes se preparavam para o início dos trabalhos da cúpula.
Os microfones já estavam próximos dos participantes quando as conversas aconteceram, permitindo a captação de trechos do diálogo entre os chefes de Estado e representantes internacionais.
G7 também foi palco de críticas ao protecionismo
Um dia antes do vazamento, Lula já havia feito críticas públicas ao que classificou como protecionismo e unilateralismo durante discurso oficial na reunião do G7.
O presidente também defendeu o respeito à soberania dos países e comentou temas ligados ao comércio internacional e ao combate ao crime organizado.
Além disso, Lula e Donald Trump participaram do mesmo encontro internacional, mas não chegaram a se cumprimentar durante a tradicional foto oficial do evento.

