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23 de junho de 2026

“Adeus ondas de calor”: Anvisa aprova novo medicamento para menopausa

Anvisa aprovou uma nova alternativa para mulheres que convivem com sintomas da menopausa. A novidade promete chamar atenção.

Uma decisão recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chamou a atenção de milhões de mulheres que convivem diariamente com sintomas que podem afetar o bem-estar, o sono e até a rotina de trabalho. A novidade surge como uma possível alternativa para quem busca mais qualidade de vida durante uma fase marcada por mudanças no organismo.

Os sintomas costumam aparecer de forma intensa em muitas mulheres, especialmente após os 40 anos. Ondas de calor, suores noturnos, alterações de humor e dificuldades para dormir estão entre as queixas mais frequentes e podem impactar significativamente o dia a dia.

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Anvisa aprova medicamento para menopausa

A Anvisa aprovou o fezolinetanto, medicamento que será comercializado no Brasil com o nome Veoza. O tratamento foi desenvolvido para controlar sintomas vasomotores da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos, sem utilizar hormônios em sua composição.

(Foto: Astellas/Divulgação)

A aprovação foi baseada em estudos clínicos que envolveram mais de 3 mil mulheres. Segundo os resultados apresentados, o medicamento reduziu de forma significativa a frequência e a intensidade dos sintomas, além de demonstrar um perfil de segurança considerado adequado.

O fezolinetanto atua diretamente em mecanismos cerebrais relacionados à regulação da temperatura corporal. Dessa forma, ele busca combater uma das principais causas dos fogachos, termo utilizado para descrever as ondas de calor que afetam grande parte das mulheres durante a transição para a menopausa e no período pós-menopausa.

Quem pode se beneficiar da nova alternativa

O medicamento é indicado para mulheres que apresentam sintomas moderados ou intensos relacionados à menopausa. A novidade também pode representar uma alternativa para pacientes que não podem utilizar terapia hormonal devido a contraindicações médicas.

Entre os casos que podem impedir a reposição hormonal estão histórico de trombose, infarto, câncer de mama e outras condições avaliadas pelo médico responsável. Além disso, o tratamento pode beneficiar mulheres que não obtiveram resultados satisfatórios com terapias hormonais convencionais.

Especialistas destacam que o controle dos sintomas pode contribuir para melhorias no sono, no desempenho das atividades diárias e na qualidade de vida durante essa fase.

Quando o medicamento chegará ao mercado

Apesar da aprovação pela Anvisa, ainda não existe uma data oficial para o lançamento do produto no Brasil. O preço também não foi definido até o momento.

A definição do valor dependerá da análise da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), etapa que ocorre após a autorização sanitária. Até lá, a expectativa é de que novas informações sobre comercialização e acesso ao tratamento sejam divulgadas nos próximos meses.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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