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24 de junho de 2026

Funcionário de IML usa celular de morto para fazer Pix de R$ 7 mil e acaba descoberto

Funcionário do IML chamou atenção após usar celular de morto para fazer Pix de R$ 7 mil. Entenda como o caso foi descoberto.

Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) virou réu após ser acusado de usar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix de R$ 7 mil para a própria conta. O caso aconteceu em Santos, no litoral de São Paulo, e chamou atenção após a movimentação financeira ser descoberta pela família da vítima.

A suspeita veio à tona depois que a companheira do homem encontrou uma transferência realizada no mesmo dia da morte dele. Segundo o registro policial, o Pix foi feito às 6h49, quando a vítima já estava sem vida.

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Funcionário do IML teria aproveitado acesso ao celular da vítima

De acordo com a investigação, o funcionário teria usado a condição de servidor público para acessar o aparelho da vítima, realizar a transferência bancária e depois danificar o celular.

O Ministério Público de São Paulo denunciou Daniel Nathan Ribeiro Andrade pelo crime de peculato, quando um servidor se apropria de um bem ou valor em razão da função que exerce.

A Promotoria afirmou que a conduta representou um “abuso qualificado da função pública” e pediu que o acusado devolva os valores retirados, o aparelho celular e pague indenização por danos morais.

Pix foi descoberto pela companheira do homem morto

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima havia sido encontrada durante a madrugada e encaminhada ao IML. A família só conseguiu informações sobre o caso pela manhã, quando realizou o reconhecimento do corpo.

Ao verificar a conta bancária do companheiro, a mulher identificou o Pix de R$ 7 mil e encontrou como beneficiário o nome do funcionário do instituto.

Após pesquisar o destinatário da transferência, ela descobriu que se tratava de um trabalhador do próprio IML onde o corpo havia sido encaminhado.

Funcionário do IML confessou transferência e alegou dificuldades financeiras

Durante o depoimento, o acusado admitiu ter realizado a transferência e afirmou que passava por dificuldades financeiras. Ele disse que usou o dinheiro para pagar contas e comprar itens necessários para casa.

A defesa informou que o funcionário possui bons antecedentes, residência fixa, trabalho regular e colaborou com as investigações. Segundo os advogados, ele também demonstrou interesse em ressarcir o prejuízo.

Justiça coloca acusado em liberdade

Após ficar preso preventivamente desde o início do mês, Daniel teve a liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

A decisão considerou que o caso não envolveu violência ou grave ameaça e determinou medidas cautelares, como comparecimento em juízo e restrições de saída da cidade quando isso for necessário para o andamento do processo.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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