Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) virou réu após ser acusado de usar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix de R$ 7 mil para a própria conta. O caso aconteceu em Santos, no litoral de São Paulo, e chamou atenção após a movimentação financeira ser descoberta pela família da vítima.
A suspeita veio à tona depois que a companheira do homem encontrou uma transferência realizada no mesmo dia da morte dele. Segundo o registro policial, o Pix foi feito às 6h49, quando a vítima já estava sem vida.
LEIA TAMBÉM:
- Multinacional com 9 mil funcionários fecha fábrica no Brasil e decisão afeta centenas de famílias
- Dona de duas das mais famosas marcas de eletrodomésticos fecha fábricas na Argentina e anuncia investimento de R$ 300 milhões no Brasil
- Após fechar 343 lojas, rede de supermercados tem recuperação judicial encerrada; veja os próximos passos
Funcionário do IML teria aproveitado acesso ao celular da vítima
De acordo com a investigação, o funcionário teria usado a condição de servidor público para acessar o aparelho da vítima, realizar a transferência bancária e depois danificar o celular.
O Ministério Público de São Paulo denunciou Daniel Nathan Ribeiro Andrade pelo crime de peculato, quando um servidor se apropria de um bem ou valor em razão da função que exerce.
A Promotoria afirmou que a conduta representou um “abuso qualificado da função pública” e pediu que o acusado devolva os valores retirados, o aparelho celular e pague indenização por danos morais.
Pix foi descoberto pela companheira do homem morto
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima havia sido encontrada durante a madrugada e encaminhada ao IML. A família só conseguiu informações sobre o caso pela manhã, quando realizou o reconhecimento do corpo.
Ao verificar a conta bancária do companheiro, a mulher identificou o Pix de R$ 7 mil e encontrou como beneficiário o nome do funcionário do instituto.
Após pesquisar o destinatário da transferência, ela descobriu que se tratava de um trabalhador do próprio IML onde o corpo havia sido encaminhado.
Funcionário do IML confessou transferência e alegou dificuldades financeiras
Durante o depoimento, o acusado admitiu ter realizado a transferência e afirmou que passava por dificuldades financeiras. Ele disse que usou o dinheiro para pagar contas e comprar itens necessários para casa.
A defesa informou que o funcionário possui bons antecedentes, residência fixa, trabalho regular e colaborou com as investigações. Segundo os advogados, ele também demonstrou interesse em ressarcir o prejuízo.
Justiça coloca acusado em liberdade
Após ficar preso preventivamente desde o início do mês, Daniel teve a liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
A decisão considerou que o caso não envolveu violência ou grave ameaça e determinou medidas cautelares, como comparecimento em juízo e restrições de saída da cidade quando isso for necessário para o andamento do processo.

