O Ministério da Saúde anunciou uma mudança importante no calendário de vacinação contra a poliomielite. A partir de 3 de agosto de 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) voltará a oferecer duas doses de reforço contra a doença para crianças, ampliando a proteção contra o vírus responsável pela paralisia infantil.
A decisão foi tomada após avaliação da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e comunicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com a atualização, o esquema vacinal retorna ao modelo que vigorava até 2024, mas agora utilizando exclusivamente a vacina injetável.
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Como ficará o novo esquema de vacinação?
Com a mudança, as crianças deverão receber cinco doses da vacina contra a pólio:
• 1ª dose aos 2 meses
• 2ª dose aos 4 meses
• 3ª dose aos 6 meses
• 1º reforço aos 15 meses
• 2º reforço aos 4 anos de idade
Todas as aplicações serão feitas com a vacina inativada poliomielite (VIP), administrada por injeção.
Por que o governo decidiu retomar a segunda dose de reforço?
Em 2024, o Ministério da Saúde havia retirado a segunda dose de reforço após substituir a tradicional vacina oral, conhecida como “gotinha”, por um esquema exclusivamente injetável. Na época, a mudança ocorreu porque, em situações extremamente raras, o vírus enfraquecido presente na vacina oral poderia sofrer mutações.
Agora, especialistas avaliaram que a retomada da segunda dose de reforço ajuda a manter níveis elevados de proteção por mais tempo, especialmente diante de surtos localizados registrados em alguns países e do risco de reintrodução do poliovírus.
Quem precisa se vacinar?
O Ministério da Saúde orienta que pais e responsáveis verifiquem a carteira de vacinação das crianças menores de 5 anos.
Crianças que ainda não completaram o esquema vacinal deverão procurar uma unidade de saúde para avaliação e possível atualização das doses.
Brasil segue sem casos de pólio
O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas, mas autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua sendo fundamental para evitar o retorno da doença.
A meta do governo é manter altas coberturas vacinais e garantir que o país permaneça livre da circulação do poliovírus.

