A chuva no Sul do Brasil pode ganhar força na segunda quinzena de julho e provocar acumulados superiores a 300 milímetros em algumas regiões. O alerta foi divulgado pelo meteorologista Piter Scheuer, que afirma que os modelos climáticos indicam um cenário de atenção por causa da influência do El Niño e das condições já críticas do solo.
Depois de alguns dias de tempo firme, a previsão aponta para o retorno da instabilidade com potencial para provocar enchentes, alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra em parte da Região Sul.
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Segundo as projeções apresentadas por Piter Scheuer, a quarta (8) e a quinta-feira (9) ainda serão marcadas por uma breve trégua no tempo. Uma massa de ar frio e seco mantém o predomínio do sol em boa parte dos estados da região, além de favorecer a ocorrência de geadas isoladas nas áreas mais altas da Serra Gaúcha, Serra Catarinense, Oeste de Santa Catarina e Campos de Palmas.

Apesar da melhora temporária, o meteorologista alerta que o cenário muda rapidamente a partir da sexta-feira (10), quando novas áreas de instabilidade começam a avançar sobre o Sul do país.
Chuva no Sul do Brasil deve aumentar na segunda quinzena
De acordo com Scheuer, os maiores volumes de chuva devem ocorrer entre os dias 15 e 18 de julho, período em que a atmosfera tende a responder à atuação de sistemas de baixa pressão combinados com o transporte de ar quente e úmido vindo da Amazônia.
Inicialmente, os acumulados podem variar entre 50 e 100 milímetros, mas alguns modelos já indicam possibilidade de marcas entre 150 mm e mais de 300 mm, especialmente em áreas do Oeste da Região Sul, Serra e Planalto do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sudoeste do Paraná.
O especialista ressalta que ainda é cedo para definir exatamente quais municípios terão os maiores volumes, mas destaca que os sinais atuais exigem monitoramento constante.
Solo encharcado aumenta risco de enchentes
Outro fator que preocupa é a condição do solo, que permanece bastante úmido em diversas regiões após os episódios recentes de chuva.
Com o terreno saturado, qualquer sequência de precipitações intensas aumenta significativamente o risco de transbordamento de rios, enxurradas, alagamentos urbanos e deslizamentos de terra.
Segundo o meteorologista, o fortalecimento do El Niño também favorece a manutenção de um padrão mais chuvoso ao longo dos próximos meses, especialmente durante o trimestre entre agosto e outubro.
Diante desse cenário, a recomendação é que moradores de áreas com histórico de alagamentos ou deslizamentos acompanhem diariamente as atualizações da previsão do tempo e eventuais alertas emitidos pelos órgãos oficiais de meteorologia e Defesa Civil.

