Lei do aluguel muda e amplia benefício de R$ 700 para moradores nestas condições

Mudança na lei do aluguel amplia o auxílio-moradia de R$ 700 e aumenta o número de famílias que podem receber o benefício.

A lei do aluguel passou por uma mudança importante em uma cidade do Rio Grande do Sul e agora amplia o acesso ao auxílio-moradia para novos grupos de moradores. A alteração também aumentou o número de famílias que poderão receber o benefício, pago mensalmente pela prefeitura.

Antes voltado principalmente para pessoas atingidas por desastres climáticos, o programa passa a atender também moradores em outras situações de vulnerabilidade social e habitacional.

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Além disso, o valor do auxílio permanece em R$ 700 por mês, podendo ser concedido por até um ano, com possibilidade de prorrogação após nova avaliação técnica.

O que mudou na lei do aluguel

A alteração foi aprovada pela Câmara de Vereadores de Cachoeirinha (RS) no dia 23 de junho, após proposta enviada pelo Poder Executivo.

Com a nova legislação, o auxílio-moradia deixa de atender exclusivamente vítimas de eventos climáticos e passa a contemplar outras situações consideradas de risco ou vulnerabilidade.

Segundo a prefeitura, a mudança foi necessária porque a procura pelo benefício aumentou nos últimos meses.

Mais famílias poderão receber o auxílio

Outra novidade é o aumento do limite de beneficiários.

O programa atendia até 30 famílias simultaneamente. Agora, esse número sobe para 50 núcleos familiares, ampliando a cobertura do auxílio habitacional.

Cada família contemplada poderá receber R$ 700 por mês, valor custeado integralmente pelo município.

Quem poderá receber o benefício

Com a nova regra, o auxílio poderá ser concedido para moradores que se enquadrem em diferentes situações.

Entre elas estão:

  • famílias que vivem em áreas com risco geológico ou estrutural;
  • moradores desalojados por reintegrações de posse em áreas públicas;
  • pessoas afetadas por obras de infraestrutura urbana;
  • famílias em situação de extrema vulnerabilidade social;
  • vítimas de incêndios, desabamentos e outros sinistros.

A ampliação busca oferecer uma resposta mais rápida para situações que colocam em risco a moradia das famílias.

Como funciona a concessão

O benefício não é concedido automaticamente.

Cada situação exige análise técnica realizada pelos órgãos responsáveis.

Nos casos de vulnerabilidade social, é necessário parecer emitido por profissionais da Secretaria Municipal da Habitação.

Já moradores de áreas de risco precisam apresentar avaliações estruturais e relatórios sociais.

Quando o imóvel é considerado condenado para moradia, também passa a ser obrigatório um laudo da Defesa Civil.

Benefício continua sendo temporário

Apesar da ampliação, o auxílio continua tendo caráter excepcional.

O prazo inicial previsto é de 12 meses, podendo haver renovação caso a situação da família continue exigindo o suporte, após nova avaliação da equipe técnica.

Segundo a administração municipal, a mudança busca tornar a política habitacional mais abrangente e atender um número maior de moradores que enfrentam dificuldades para manter uma moradia segura.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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