Uma operação de fiscalização realizada no Rio Grande do Sul terminou com a apreensão de toneladas de alimentos impróprios que não deveriam estar à venda. Entre as irregularidades encontradas estavam carne sem procedência, embutidos com validade vencida há quatro anos e uma câmara fria interditada devido às condições de higiene.
A força-tarefa mobilizou diferentes órgãos estaduais e municipais para verificar estabelecimentos comerciais e encontrou diversas situações que colocavam em risco a saúde dos consumidores.

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Ao todo, foram apreendidas 2,2 toneladas de alimentos impróprios no RS durante a fiscalização realizada na última terça-feira (7), em três mercados e um açougue de Constantina, no Norte do estado. Todos os estabelecimentos foram autuados.
O que os fiscais encontraram?
Durante a operação, os agentes identificaram diversas irregularidades, entre elas:
- carne sem procedência;
- alimentos armazenados em temperatura inadequada;
- fracionamento irregular de produtos;
- alimentos com prazo de validade vencido;
- problemas graves de higiene.

Em um dos mercados, a equipe interditou uma câmara fria após constatar condições consideradas inadequadas para o armazenamento de alimentos.

Produtos vencidos chamaram atenção
Entre os itens apreendidos estavam:
- carnes e pescados;
- embutidos;
- ovos;
- leite e iogurtes;
- conservas;
- alimentos congelados;
- pizzas;
- salgados de padaria.
Os fiscais também localizaram envoltórios para embutidos vencidos há quatro anos e temperos com validade expirada há mais de dois anos.
Além disso, foram recolhidos produtos coloniais, como queijos, vinhos, cachaças e aipim, além de unidades de álcool cuja venda é proibida em supermercados.
Parte da carne foi destinada ao zoológico
Após avaliação realizada por médicos veterinários, parte da carne apreendida foi considerada própria para alimentação animal.
Os produtos foram encaminhados ao Zoológico de Passo Fundo, onde serão utilizados na alimentação dos animais.
Operação reuniu vários órgãos
A fiscalização contou com a participação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Programa Segurança dos Alimentos, além de servidores do GAECO, Vigilância Sanitária Municipal, Secretaria Estadual da Saúde, Secretaria da Agricultura e Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM).
Segundo os órgãos envolvidos, ações semelhantes continuam sendo realizadas em diferentes municípios para retirar de circulação alimentos impróprios no RS e proteger a saúde da população.

