O Supertufão Bavi voltou a chamar atenção nesta semana após uma imagem de satélite registrar o gigantesco ciclone tropical durante sua fase de máxima intensidade no Oceano Pacífico. O fenômeno impressiona pelo tamanho, pela organização do olho da tempestade e pela força dos ventos, que chegaram perto dos 300 km/h.
Além da imagem divulgada pela NASA, um vídeo (veja mais ahaixo) que mostra o deslocamento do sistema sobre o oceano ajuda a entender a dimensão do fenômeno e como ele evoluiu nos últimos dias antes de seguir em direção ao oeste.
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O Bavi cruzou as Ilhas Marianas do Norte e Guam no início da semana, provocando chuvas intensas, ondas perigosas, interrupções no fornecimento de energia e diversos danos à infraestrutura local.
Vídeo mostra deslocamento do Supertufão Bavi pelo Oceano Pacífico
"Monstro da natureza:" veja vídeo de deslocamento do Supertufão Bavi; ventos podem chegar perto dos 300 km/h.
— Agência GBC (@AgenciaGBC) July 10, 2026
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O vídeo abaixo mostra a evolução do Supertufão Bavi sobre o Oceano Pacífico e evidencia a rápida intensificação do sistema. As imagens permitem acompanhar o deslocamento do ciclone desde sua formação até atingir a categoria máxima antes de seguir em direção ao Mar das Filipinas.
Imagem de satélite impressiona pela força do Supertufão Bavi
Uma das imagens que mais chamou atenção foi registrada pelo sensor VIIRS (Visible Infrared Imaging Radiometer Suite), instalado a bordo do satélite NOAA-20.
O registro foi realizado por volta das 15h30 UTC do dia 5 de julho (1h30 da manhã do dia 6 no horário local) e mostra com nitidez o enorme olho do ciclone enquanto o sistema atingia sua máxima intensidade próximo às Ilhas Marianas do Norte.
As águas do Oceano Pacífico na região estavam próximas de 30°C, condição considerada extremamente favorável para o fortalecimento rápido de ciclones tropicais.
Ventos chegaram perto de 300 km/h
O Supertufão Bavi atingiu intensidade máxima ao se aproximar de Guam, registrando ventos de aproximadamente 290 quilômetros por hora.
O fenômeno tornou-se o terceiro ciclone tropical de categoria 5 registrado em 2026 na escala Saffir-Simpson.
Segundo informações divulgadas pela NASA, o ciclone provocou diversos impactos em Guam, Rota e Saipan, incluindo:
- queda de postes e redes elétricas;
- alagamentos em diversas vias;
- grande quantidade de destroços nas estradas;
- danos em edifícios públicos e residenciais.
Após a passagem do ciclone, equipes da Guarda Costeira dos Estados Unidos iniciaram operações para remover obstáculos nas rotas marítimas e permitir a reabertura gradual dos portos da região.
El Niño ajuda a explicar tempestades mais intensas
De acordo com o meteorologista Jeff Masters, em artigo publicado pelo Yale Climate Connections, fenômenos tão intensos como o Supertufão Bavi tendem a ocorrer com maior frequência durante episódios fortes de El Niño.
Segundo ele, o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico favorece a formação dos tufões mais a leste do habitual.
Isso faz com que essas tempestades permaneçam mais tempo sobre águas muito quentes, ganhando energia suficiente para alcançar intensidades excepcionais antes de seguirem em direção ao continente asiático.
Especialistas ressaltam que, embora cada evento tenha características próprias, anos de El Niño costumam aumentar a probabilidade de tempestades mais intensas em diversas partes do Pacífico.
Para onde o Supertufão Bavi está seguindo?
Mesmo após perder parte da intensidade máxima, o Supertufão Bavi continua sendo um ciclone extremamente poderoso.
Na última quarta-feira (8), o sistema ainda apresentava ventos próximos de 250 km/h enquanto avançava sobre o Mar das Filipinas.
Os modelos meteorológicos indicam que o fenômeno deverá fazer uma curva para noroeste nos próximos dias, podendo se aproximar de:
- Taiwan;
- Ilhas Ryukyu, no sul do Japão;
- costa da China.
A expectativa é que o sistema enfraqueça gradualmente durante esse deslocamento, embora continue oferecendo risco de chuvas intensas, ressaca e ventos fortes nas áreas potencialmente afetadas.
O que é um supertufão?
O termo supertufão é utilizado para classificar ciclones tropicais extremamente intensos que se formam no Oceano Pacífico Ocidental.
Esses sistemas possuem ventos sustentados superiores a 240 km/h, equivalente aos furacões de categoria 5 na escala Saffir-Simpson.
Quando encontram águas muito aquecidas e condições atmosféricas favoráveis, podem se intensificar rapidamente e provocar grandes impactos nas regiões costeiras por onde passam.

