Um modelo de previsão meteorológica acendeu um alerta para o Sul do Brasil ao indicar acumulados que podem chegar a 500 milímetros de chuva até o fim de julho. Conforme análise da Meteored, a mudança no tempo começa ainda nesta semana e poderá provocar uma sequência de tempestades favorecidas pela atuação do El Niño.
A previsão indica que a instabilidade ganha força a partir da sexta-feira (17), quando novos sistemas atmosféricos passam a atuar sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Uruguai e parte da Argentina. A combinação entre calor, umidade e a influência do fenômeno climático aumenta significativamente o potencial para chuva intensa e temporais.
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Modelo de previsão meteorológica prevê até 500 mm de chuva
De acordo com a Meteored, os modelos meteorológicos mais recentes projetam um cenário de chuva persistente ao longo da segunda quinzena de julho.
Entre os dias 17 e 23, o modelo europeu ECMWF já indica volumes próximos de 300 milímetros em áreas do Rio Grande do Sul. Entretanto, projeções estendidas mostram que a instabilidade deve continuar nos dias seguintes.
Com isso, alguns cenários apontam acumulados próximos de 500 milímetros até o fim do mês, principalmente sobre o território gaúcho.
El Niño aumenta risco de temporais
Segundo a análise meteorológica, o fortalecimento do El Niño cria um ambiente favorável para eventos severos sobre o Cone Sul.
A atuação do fenômeno, somada ao transporte intenso de umidade e à presença de sistemas atmosféricos, poderá favorecer a formação de tempestades organizadas.
Esses sistemas podem provocar:
- chuva muito intensa;
- vendavais;
- queda de granizo;
- microexplosões atmosféricas;
- tornados isolados.
Quando a chuva começa?
A mudança no tempo deve ocorrer a partir da sexta-feira (17).
Até lá, o tempo permanece mais estável em boa parte do Centro-Sul do Brasil. Depois disso, a previsão indica vários dias consecutivos de instabilidade.
Os maiores volumes devem ocorrer entre os dias 17 e 22 de julho, mas a expectativa é de que a chuva continue durante a última semana do mês.
Quais regiões podem ser mais afetadas?
Os maiores acumulados são esperados para:
- Rio Grande do Sul;
- Oeste e Sul de Santa Catarina;
- Uruguai;
- Nordeste da Argentina.
Em algumas localidades, a chuva poderá superar 180 milímetros em poucos dias, enquanto projeções de longo prazo indicam volumes próximos de 500 milímetros até o encerramento de julho.
Quais são os principais riscos?
Caso o cenário previsto pelos modelos se confirme, os principais impactos poderão incluir:
- alagamentos;
- enxurradas;
- enchentes;
- transbordamento de rios;
- deslizamentos de terra;
- queda de árvores;
- interrupções no fornecimento de energia elétrica;
- danos provocados por ventos fortes e granizo.
Diante desse cenário, a orientação é acompanhar as atualizações da previsão do tempo e os alertas emitidos pelos órgãos oficiais e serviços de meteorologia nos próximos dias.

