Banco Central e China avançam em parceria para integrar sistemas de pagamento; entenda o que muda para o Pix

O Banco Central do Brasil e autoridades financeiras da China avançaram nas negociações para ampliar a cooperação entre os sistemas de pagamento dos dois países. O objetivo é facilitar transações comerciais e turísticas entre brasileiros e chineses, permitindo maior integração entre as plataformas de pagamento.

Apesar de manchetes afirmarem que “os chineses vão operar o Pix”, isso não acontece. O Pix continua sendo desenvolvido, administrado e operado exclusivamente pelo Banco Central do Brasil. O que está sendo discutido é uma conexão entre os sistemas de pagamento para tornar operações internacionais mais simples.

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O que está sendo negociado

As conversas envolvem a criação de mecanismos que permitam maior integração entre os meios de pagamento utilizados nos dois países.

Entre as iniciativas está um projeto piloto da UnionPay International, principal rede de pagamentos da China, para conectar sua infraestrutura ao Pix por meio de pagamentos via QR Code em estabelecimentos brasileiros.

O Pix continuará sendo brasileiro

Sim.

A gestão do Pix permanece sob responsabilidade do Banco Central do Brasil. Não haverá transferência do controle do sistema para instituições chinesas.

A parceria busca apenas criar um ambiente que facilite pagamentos internacionais entre empresas, turistas e instituições financeiras dos dois países.

Quais benefícios podem surgir

Caso a integração avance, algumas operações poderão se tornar mais simples, como:

  • Pagamentos de turistas chineses em estabelecimentos brasileiros;
  • Transações comerciais entre empresas dos dois países;
  • Redução de custos em operações internacionais;
  • Menor dependência de moedas intermediárias em algumas transações.

Há relação com o acordo entre os bancos centrais?

Sim.

A cooperação faz parte de um conjunto mais amplo de acordos entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China, incluindo mecanismos para ampliar o uso de moedas locais nas operações bilaterais e facilitar a liquidez entre os mercados financeiros dos dois países.

O que muda para quem usa o Pix

Na prática, nada muda para os usuários brasileiros neste momento.

As transferências, pagamentos e recebimentos continuam funcionando normalmente, exatamente como hoje. Caso novas funcionalidades internacionais sejam implementadas, elas deverão ser anunciadas oficialmente pelo Banco Central antes de entrarem em operação.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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