O gás de cozinha voltou a ficar mais caro para os brasileiros e já pesa ainda mais no orçamento das famílias. O preço médio do botijão de 13 kg chegou a aproximadamente R$ 114 no início de setembro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A alta ocorre depois de uma pequena queda registrada no fim de agosto e não significa que todos os consumidores estejam pagando o mesmo valor. Dependendo da região, o botijão pode custar bem mais.
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Gás de cozinha volta a subir em setembro
O levantamento da ANP mostrou que o preço médio nacional do botijão de 13 kg subiu 0,2% na primeira semana de setembro, devolvendo a queda registrada na semana anterior.
Com isso, o valor médio voltou para a casa dos R$ 114.
Apesar de parecer uma variação pequena, o impacto pode ser maior para famílias que precisam comprar o botijão com frequência ou que vivem em regiões onde o produto já é vendido acima da média nacional.
Quanto custa o botijão de 13 kg?
O preço varia bastante de acordo com o estado, a cidade e o estabelecimento.
A média nacional ficou próxima de R$ 114, mas há locais onde o botijão ultrapassa R$ 130. A própria ANP mostra diferenças relevantes entre as regiões brasileiras.
Por isso, o consumidor não deve considerar os R$ 114 como um preço fixo para todo o país.
Em algumas cidades, o valor pode ficar significativamente acima dessa média.
Por que o preço varia tanto?
O preço final do botijão não depende apenas do valor cobrado pela Petrobras ou pelas distribuidoras.
O consumidor paga uma composição que envolve o preço do produto, custos de distribuição e revenda, além de tributos estaduais e outros componentes da cadeia.
A ANP acompanha semanalmente os preços praticados no mercado justamente porque os valores podem mudar entre regiões e estabelecimentos.
Por isso, dois consumidores de cidades diferentes podem encontrar preços bastante distintos para o mesmo botijão de 13 kg.
Alta preocupa famílias que dependem do botijão
O gás de cozinha é um dos gastos que mais rapidamente afetam o orçamento doméstico quando sofre reajustes.
Diferentemente de produtos que podem ser substituídos ou ter o consumo reduzido, o GLP é essencial para o preparo de alimentos em grande parte das residências brasileiras.
Uma nova alta, portanto, pode obrigar famílias a reorganizar outras despesas para conseguir comprar o botijão.
Preço já chegou a valores ainda maiores em algumas regiões
Embora a média nacional esteja próxima de R$ 114, levantamentos mostram que o consumidor pode encontrar preços significativamente maiores dependendo da localidade.
Em julho, por exemplo, dados da ANP já apontavam botijão de 13 kg chegando a R$ 161 em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.
Isso mostra por que a média nacional não representa necessariamente o valor encontrado na revenda mais próxima da casa do consumidor.
Como economizar na compra do botijão?
Uma das formas mais simples de reduzir o impacto da alta é pesquisar o preço antes de comprar.
O consumidor pode consultar diferentes revendas da própria cidade e comparar o valor final, incluindo eventual cobrança de entrega.
Também é importante verificar se o botijão está em boas condições e se possui identificação regular da distribuidora.
Não vale a pena escolher uma revenda apenas pelo preço mais baixo se houver dúvidas sobre a procedência ou as condições de segurança do produto.
Gás de cozinha deve continuar no radar
A alta registrada no início de setembro mostra que o preço do botijão continua sujeito a oscilações.
O valor médio nacional voltou a subir depois da queda registrada no fim de agosto, enquanto as diferenças entre estados e municípios permanecem expressivas.
Para o consumidor, acompanhar os preços e pesquisar antes da compra pode fazer diferença, principalmente em um período de orçamento mais apertado.
Por enquanto, o dado mais recente da ANP coloca o botijão de 13 kg na faixa de R$ 114 em média no país, mas o valor efetivamente pago pode ser maior dependendo da região.

