Motoristas com adesivos nos carros vão perder direito de ter seguro no Brasil, mesmo pagando em dia

Motoristas com adesivos nos carros podem ter problemas com a cobertura do seguro. Veja a seguir o que fazer.

Com as eleições se aproximando, muitos motoristas podem começar a usar seus veículos em atividades de campanha eleitoral, instalando adesivos, plotagens e outros materiais de propaganda. O que parece uma alteração simples, porém, pode exigir um cuidado importante com a apólice do seguro.

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) alerta que o motorista deve comunicar a seguradora antes de começar a utilizar o veículo em atividades relacionadas à campanha. A mudança pode alterar o perfil de risco considerado na contratação do seguro.

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Isso significa que motoristas com adesivos nos carros não necessariamente perderão automaticamente a cobertura, mas podem enfrentar problemas em determinadas situações caso a alteração de uso do veículo não seja informada à seguradora.

Por que adesivos de campanha podem afetar o seguro do carro?

De acordo com informações divulgadas pela revista Veja, a FenSeg explica que o uso do automóvel em atividades eleitorais pode modificar as condições consideradas pela seguradora na avaliação do risco.

Um veículo que normalmente é utilizado apenas para deslocamentos pessoais pode passar a circular com mais frequência em eventos, concentrações e atividades de campanha.

Também pode haver transporte de equipes, materiais e outros itens relacionados à atividade eleitoral. Além disso, a exposição a situações de vandalismo, tumultos ou conflitos pode aumentar determinados riscos.

Por isso, a mudança na utilização do automóvel deve ser comunicada à seguradora para que ela possa avaliar se é necessário atualizar as condições da apólice.

O seguro pode negar cobertura mesmo com as parcelas pagas?

O simples fato de o motorista estar com o seguro pago não significa que qualquer situação estará necessariamente coberta.

As apólices possuem condições, limitações e exclusões que precisam ser observadas. Se o veículo passar a ter uma utilização diferente daquela informada no momento da contratação, a seguradora poderá analisar se houve alteração relevante do risco.

Em uma situação de roubo, furto ou colisão, por exemplo, podem surgir questionamentos sobre as circunstâncias do ocorrido e sobre a utilização do veículo.

Por isso, manter os pagamentos em dia é importante, mas não é a única obrigação do segurado.

É preciso avisar a seguradora antes de adesivar o carro?

A recomendação é procurar a seguradora ou o corretor antes de começar a utilizar o veículo em atividades de campanha.

Dependendo das características da situação, pode ser necessário fazer um endosso, que é o documento utilizado para formalizar alterações nas condições originalmente previstas na apólice.

O motorista deve explicar como pretende utilizar o carro e verificar se a mudança interfere na cobertura contratada.

Essa consulta antecipada pode evitar problemas caso ocorra algum sinistro durante o período eleitoral.

Adesivos e plotagens são cobertos pelo seguro?

Outro ponto de atenção envolve o próprio material instalado no veículo.

Adesivos, envelopamentos e plotagens podem não fazer parte da cobertura tradicional da apólice. Isso significa que o proprietário não deve presumir que o custo desse material será automaticamente reembolsado caso o carro seja danificado.

A cobertura depende das condições contratadas e das regras específicas da apólice.

Por isso, quem pretende transformar o veículo em material de divulgação durante uma campanha deve verificar previamente não apenas a utilização do automóvel, mas também o tratamento dado aos acessórios e materiais instalados.

Tumultos e vandalismo também podem gerar problemas?

Sim. Situações envolvendo tumultos, motins ou vandalismo podem estar entre as exclusões ou possuir condições específicas de cobertura, dependendo do contrato.

Esse cuidado ganha importância quando o automóvel passa a frequentar eventos políticos, carreatas ou outros locais com grande concentração de pessoas.

Não significa que qualquer dano ocorrido durante uma atividade eleitoral ficará automaticamente sem cobertura. A análise depende das circunstâncias do caso e das condições previstas na apólice.

O que fazer para evitar problemas com o seguro?

Antes de colocar o veículo a serviço de uma campanha, o motorista pode seguir alguns cuidados simples:

  • Consultar a seguradora ou o corretor sobre a utilização pretendida;
  • Informar se o carro será usado em eventos ou atividades de campanha;
  • Verificar se será necessário fazer um endosso na apólice;
  • Conferir as regras para adesivos, plotagens e envelopamentos;
  • Ler as condições relacionadas a vandalismo, tumultos e outros riscos;
  • Verificar se o uso eleitoral exige alguma atualização nos documentos ou registros do veículo.

Também é importante verificar junto ao Detran se a instalação do material de propaganda exige algum procedimento específico para o veículo.

Afinal, colocar adesivo de campanha cancela o seguro?

Não é correto dizer que qualquer motorista que coloque um adesivo eleitoral no carro perderá automaticamente o seguro.

O ponto principal do alerta da FenSeg é outro: o segurado deve comunicar uma eventual mudança relevante na utilização do veículo e verificar se ela altera as condições da apólice.

Para motoristas com adesivos nos carros, portanto, o cuidado não está apenas na instalação do material. O mais importante é entender se o automóvel continuará sendo utilizado da mesma maneira informada à seguradora ou se passará a ter uma finalidade diferente durante a campanha.

Uma consulta antes da mudança pode evitar dúvidas justamente no momento em que o proprietário mais precisa da cobertura.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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