Os funcionários da Caixa participam nesta sexta-feira (11) das assembleias que vão decidir se a categoria aprova a proposta final apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico.
O texto reúne cláusulas negociadas ao longo de 2026 e apresenta mudanças importantes no Saúde Caixa, além de prever o pagamento de salário reajustado, PLR, Super Caixa e um prêmio de R$ 3 mil por empregado caso a proposta seja aprovada.
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A votação acontece em um momento de forte tensão entre trabalhadores e banco. A proposta é válida somente até esta sexta-feira, e a Caixa informou que poderá retirá-la e ingressar com dissídio coletivo caso não seja aprovada dentro do prazo.
Quando os funcionários da Caixa votam a proposta?
As assembleias são organizadas pelos sindicatos que representam os empregados do banco.
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, por exemplo, a assembleia desta sexta-feira tem votação virtual das 16h às 23h.
Os horários podem variar conforme a entidade sindical e a base territorial.
A decisão de cada assembleia será levada em consideração no processo de negociação do ACT.
O que acontece se os funcionários rejeitarem?
A Caixa informou que a proposta tem validade até esta sexta-feira e que, caso não seja aprovada dentro do prazo, poderá retirá-la e buscar o dissídio coletivo.
Nesse cenário, as questões que não forem solucionadas pela negociação passam a ser submetidas à Justiça do Trabalho.
A possibilidade de dissídio aumenta a pressão sobre a categoria, que precisa avaliar tanto os avanços oferecidos quanto as mudanças previstas no plano de saúde.
O que está em jogo no Saúde Caixa?
O Saúde Caixa é um dos principais pontos da proposta.
Entre as medidas apresentadas está o compromisso de ampliar a participação da Caixa no custeio do plano, passando de 6,5% para 8%.
Também está prevista uma mudança no modelo de custeio a partir de janeiro de 2027, além da antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade dos anos de 2028, 2029 e 2030 para ajudar a cobrir integralmente o déficit de 2026.
Funcionários vão pagar mais pelo Saúde Caixa?
A proposta estabelece um novo modelo de custeio.
Segundo os termos divulgados pelos sindicatos, os empregados ativos teriam contribuição do titular que varia de 2,30% a 4,10% do salário-base, conforme a faixa, além de valores por dependente que podem variar de acordo com a idade.
Esse é justamente um dos pontos que geram maior preocupação entre os trabalhadores.
A ampliação da participação da Caixa no custeio não significa que o novo modelo não possa alterar a parcela paga pelos empregados.
Qual será a participação da Caixa no plano de saúde?
A proposta prevê que a participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa passe de 6,5% para 8%, com a mudança prevista para ser formalizada no acordo.
O banco também assumiria medidas para equacionar o déficit de 2026.
A estratégia inclui a antecipação da participação referente a futuras 13ª mensalidades.
O que são as 13 mensalidades do Saúde Caixa?
A proposta mantém a previsão de 13 mensalidades e estabelece que a participação da Caixa correspondente aos anos de 2028, 2029 e 2030 seja antecipada para contribuir com a cobertura do déficit registrado em 2026.
A medida faz parte do pacote desenhado pelo banco para equilibrar o plano.
Ao mesmo tempo, o modelo apresentado também altera a forma de contribuição dos beneficiários.
Qual é o teto de coparticipação?
A proposta prevê aumento do teto anual de coparticipação por grupo familiar, de R$ 3.600 para R$ 4.800.
Também estabelece um teto de contribuição de 9% por grupo familiar, com dependentes indiretos fora desse limite, além de um piso de R$ 50 por beneficiário.
Essas mudanças estão entre os pontos que os empregados precisam considerar antes da votação.
Haverá mudanças nas consultas e na telemedicina?
Sim.
A proposta prevê o aumento do valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto, de R$ 75 para R$ 150.
Em contrapartida, haveria isenção de coparticipação em atendimentos de telemedicina, conforme os termos divulgados na negociação.
Também está prevista a abertura de um prazo de 90 dias para titulares que atualmente estão fora do plano aderirem ao Saúde Caixa.
O que acontece com quem sair do Saúde Caixa?
Um dos pontos da proposta é que o empregado que cancelar a adesão ao plano não possa retornar posteriormente, depois do período de adesão previsto.
A medida é mais restritiva do que a regra anterior, segundo informações divulgadas por sindicatos durante a negociação.
Por isso, a decisão de cancelar ou aderir passa a exigir atenção maior às condições do novo acordo.
Os funcionários receberão R$ 3 mil?
A proposta prevê um prêmio de R$ 3 mil por empregado.
O pagamento está relacionado ao atingimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO), que, segundo as informações divulgadas na negociação, já havia sido alcançado em junho de 2026.
Caso o acordo seja aprovado, o pagamento está previsto para 18 de setembro de 2026.
Quando será pago o prêmio?
A Caixa informou que pretende realizar o pagamento em 18 de setembro, junto com o salário reajustado, a PLR e o Super Caixa, caso a proposta seja aprovada.
O calendário, portanto, está condicionado à aprovação da proposta pela categoria.
O salário também será reajustado?
Sim.
A proposta prevê o pagamento do salário reajustado, além da PLR, do Super Caixa e do prêmio de R$ 3 mil na data prevista pela instituição.
Os detalhes do reajuste fazem parte do conjunto de cláusulas negociadas durante a campanha de 2026.
A proposta específica da Caixa complementa as regras gerais negociadas para a categoria bancária.
O que muda na promoção por mérito?
A proposta também apresenta alterações relacionadas à Promoção por Mérito.
Entre os avanços negociados está a retirada do Alcance.Caixa dos critérios de promoção.
O texto também prevê o pagamento dos deltas relativos aos anos-base de 2026 e 2027 já em janeiro dos anos seguintes, conforme as condições estabelecidas no acordo.
E os funcionários com deficiência?
A proposta mantém medidas relacionadas à diversidade e à acessibilidade.
Entre elas estão ações de combate à discriminação, equidade de gênero, comissões específicas e medidas voltadas às pessoas com deficiência.
Também foi negociada a avaliação das condições de trabalho de empregados PcD, com possibilidade de redução da jornada em até 25%, trabalho remoto e outras formas de flexibilização, conforme o caso.
O que muda para quem está de licença-saúde?
A proposta prevê a possibilidade de adiantamento salarial durante a licença-saúde, de forma opcional.
A devolução dos valores poderá ser postergada quando houver recurso relacionado ao benefício junto ao INSS, segundo os termos divulgados sobre o acordo.
A medida foi incluída entre os avanços negociados na campanha.
O que acontece com as metas do Genesys/Figital?
Outro ponto envolve o sistema Genesys/Figital.
A proposta estabelece a suspensão, até 31 de dezembro de 2026, da penalização relacionada ao alcance das metas.
Além disso, aumenta de cinco para dez minutos o tempo para continuidade do atendimento antes de uma nova interação.
A medida foi apresentada como parte das mudanças negociadas nas condições de trabalho.
Haverá ações de prevenção à saúde?
Sim.
A proposta prevê R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027.
Também estão previstos grupos de trabalho para discutir melhorias de eficiência do Saúde Caixa, novas fontes de receitas e um possível modelo que destine parte do lucro relacionado ao aumento de produtividade ao plano.
O que é o Grupo de Trabalho Trajetória?
A proposta prevê a criação do Grupo de Trabalho Trajetória para discutir temas relacionados a PFG, PCS, PSI e remuneração variável.
A intenção é manter uma mesa específica para tratar da evolução dessas questões dentro do banco.
O grupo integra o conjunto de cláusulas negociadas durante a campanha.
A proposta mantém as cláusulas já negociadas?
Sim.
A Caixa afirma que o texto final mantém as cláusulas negociadas nas mesas de negociação realizadas ao longo de 2026.
Além das mudanças no Saúde Caixa e dos pontos econômicos, permanecem medidas relacionadas a diversidade, saúde integral, carreira, promoção por mérito, condições de trabalho e atendimento.
Os funcionários estão em greve?
A votação acontece em um contexto de mobilização e paralisações em algumas bases.
Em São Paulo e no Paraná, por exemplo, houve fechamento de agências durante a greve iniciada em 10 de setembro, segundo a cobertura publicada nesta sexta-feira. Os canais digitais e caixas eletrônicos continuam sendo alternativas para os clientes. ([turn889793news30])
O movimento está diretamente relacionado aos impasses nas negociações do acordo, especialmente em torno do Saúde Caixa.
O que acontece se a proposta for aprovada?
Se a categoria aprovar o texto dentro do prazo, a negociação será formalizada e os pagamentos previstos poderão ser realizados.
A Caixa indicou 18 de setembro de 2026 como data para pagar salário reajustado, PLR, Super Caixa e o prêmio de R$ 3 mil.
A aprovação também encerraria a possibilidade de a proposta ser retirada por falta de concordância dentro do prazo estabelecido.
E se a proposta for rejeitada?
A Caixa informou que, caso o texto não seja aprovado até o fim desta sexta-feira, poderá retirar a proposta e ingressar com dissídio coletivo.
Nesse cenário, os pontos que permanecerem sem acordo deixariam de ser definidos exclusivamente pela negociação entre banco e trabalhadores e passariam à apreciação da Justiça do Trabalho.
A possibilidade aumentaria ainda mais a tensão da campanha salarial.
Por que o Saúde Caixa é o ponto mais polêmico?
O plano de saúde envolve diretamente custos para trabalhadores, aposentados, pensionistas e dependentes.
A proposta aumenta a participação da Caixa no custeio de 6,5% para 8%, mas também estabelece um novo modelo de contribuição dos beneficiários, com valores e limites diferentes.
Por isso, a categoria precisa avaliar simultaneamente os avanços financeiros do banco no custeio e o impacto das novas regras sobre quem utiliza o plano.
Funcionários da Caixa precisam votar hoje?
Sim.
A proposta apresentada pela Caixa tem validade até esta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, e está sendo submetida às assembleias convocadas pelos sindicatos.
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a votação ocorre virtualmente das 16h às 23h.
Outras entidades possuem calendários e formatos próprios de votação.
Caixa chega à decisão final sobre o ACT
A sexta-feira é decisiva para os funcionários da Caixa.
De um lado, a proposta oferece pagamento de R$ 3 mil por empregado, salário reajustado, PLR e Super Caixa, além de avanços em áreas como promoção por mérito, acessibilidade e condições de trabalho.
Do outro, o novo modelo do Saúde Caixa concentra os principais questionamentos, especialmente por alterar as contribuições e os limites de participação dos beneficiários.
A proposta prevê elevar de 6,5% para 8% a participação da Caixa no custeio do plano e destinar R$ 236 milhões para ações de prevenção à saúde a partir de 2027, mas também estabelece novas regras para o custeio pelos usuários.
Se a proposta for aprovada, a Caixa prevê pagar salário reajustado, PLR, Super Caixa e o prêmio de R$ 3 mil em 18 de setembro.
Se for rejeitada, o banco informou que poderá retirar a oferta e recorrer ao dissídio coletivo, levando a disputa para a Justiça do Trabalho.
Por isso, o voto desta sexta-feira pode definir não apenas o futuro do acordo coletivo, mas também os próximos passos da campanha dos empregados da Caixa.

