Gasolina passa por nova mudança e Petrobras surpreende com decisão sobre o preço

Gasolina a R$ 3,24 foi anunciada pela Petrobras, mas a estatal voltou atrás no reajuste. Entenda nova decisão e o impacto para os motoristas.

O preço da gasolina passou por uma nova reviravolta nesta semana. A Petrobras anunciou inicialmente um aumento de R$ 0,19 por litro, mas voltou atrás poucas horas depois e corrigiu a informação.

Com a mudança, o valor médio da gasolina vendido pela estatal às distribuidoras ficou em R$ 3,24 por litro. No entanto, esse não é o preço pago diretamente pelo consumidor nos postos.

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A alteração ocorreu em meio a novas medidas do governo federal para tentar conter os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os combustíveis.

Gasolina a R$ 3,24 passa por nova decisão

O primeiro comunicado da Petrobras, divulgado na noite de quarta-feira, informava um aumento de R$ 0,19 por litro.

Poucas horas depois, às 0h53, a companhia divulgou uma correção e informou que o reajuste não seria aplicado da forma anunciada inicialmente.

A confusão ocorreu após o fim de uma subvenção de R$ 0,44 por litro que havia sido aplicada anteriormente.

Ao mesmo tempo, o governo anunciou uma redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a gasolina.

Petrobras reduz preço para as distribuidoras

A combinação das duas medidas acabou produzindo um efeito diferente do anunciado inicialmente.

A retirada do desconto anterior representaria uma pressão de R$ 0,44 por litro. Porém, a nova desoneração de R$ 0,63 por litro mais do que compensou essa retirada.

Com isso, o efeito líquido foi de queda de R$ 0,19 por litro no preço percebido pelas distribuidoras, segundo a Petrobras.

A estatal também informou que suas decisões de preços são tomadas pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços, formado por diretores da própria companhia.

R$ 3,24 não é o preço da gasolina no posto

Um dos pontos mais importantes é não confundir o preço da Petrobras com o valor encontrado pelo motorista no posto.

Os R$ 3,24 por litro correspondem ao preço médio de venda da gasolina pela Petrobras às distribuidoras.

O preço final depende de outros componentes, como impostos, margens de distribuição e revenda e a mistura obrigatória de etanol anidro.

Por isso, o consumidor não deve esperar encontrar gasolina sendo vendida exatamente por R$ 3,24 nos postos.

Governo reduz impostos sobre a gasolina

A redução dos tributos federais foi anunciada como uma medida temporária para diminuir o impacto da alta do petróleo no mercado internacional.

O governo reduziu em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina. Para o etanol hidratado, os tributos federais foram zerados, representando uma redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas estão relacionadas à escalada do preço internacional do petróleo, com o barril do Brent chegando novamente a superar US$ 100.

Preço nos postos pode seguir diferente

Mesmo com a mudança anunciada pela Petrobras, o valor cobrado dos motoristas pode apresentar comportamento diferente.

Segundo dados da ANP citados pelo UOL, o preço médio da gasolina nos postos havia subido de R$ 6,028 para R$ 6,510 desde o início das tensões relacionadas ao conflito no Oriente Médio.

Isso mostra por que o valor praticado pela Petrobras nas refinarias não deve ser confundido com o preço final pago pelo consumidor.

Decisão chama atenção do mercado

A rápida mudança de posição da Petrobras também provocou questionamentos entre analistas e investidores.

O Itaú BBA avaliou que a reversão poderia prejudicar a previsibilidade sobre a governança da companhia, enquanto o Bradesco BBI também questionou a rapidez da correção e o momento em que ela ocorreu.

Apesar das discussões, a Petrobras afirma que a definição dos preços segue seu processo interno de decisão.

Para o motorista, o principal ponto é que R$ 3,24 não representa o preço final da gasolina nas bombas. O valor corresponde à venda da Petrobras às distribuidoras e passou por uma nova mudança após a combinação entre o fim de um desconto anterior e a redução dos tributos federais.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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