Um garçom de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, encontrou uma forma diferente de vender doces nos semáforos da cidade. Em uma sexta-feira, Márcio Rodrigues de Oliveira comercializou 300 morangos cravejados e faturou R$ 4,5 mil.
Cada unidade foi vendida por R$ 15. O movimento começou por volta das 10h e continuou até aproximadamente 17h, depois que um segundo lote precisou ser levado ao local.
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Mas o que chama atenção não é apenas a quantidade de doces vendidos. Para conseguir atender mais clientes durante o curto período em que os veículos ficam parados no sinal, Márcio permite que o consumidor leve o produto e faça o pagamento por Pix posteriormente.
Primeiro lote de morangos acabou em cerca de três horas
Márcio começou as vendas por volta das 10h, no semáforo localizado ao lado do Colégio São José, em Itajaí.
O ponto concentra boa parte das vendas realizadas pelo garçom, que aproveita os momentos em que o sinal fecha para oferecer os doces aos motoristas e passageiros.
A estratégia deu resultado rapidamente. As primeiras 200 unidades de morango cravejado foram vendidas até por volta das 13h, fazendo com que todo o estoque acabasse ainda no início da tarde.
Motoboy levou mais 100 unidades para o semáforo
Com os doces esgotados, Márcio precisou buscar uma nova remessa para continuar as vendas.
Um motoboy levou mais 100 unidades até o mesmo ponto. A segunda leva foi comercializada ao longo da tarde, até aproximadamente 17h.
Com isso, o vendedor chegou às 300 unidades vendidas durante aquele dia.
Considerando o preço de R$ 15 por unidade, o faturamento informado pelo vendedor chegou a R$ 4,5 mil.
Cliente pode pagar o morango depois
Uma das estratégias utilizadas por Márcio para acelerar as vendas está no pagamento.
Em vez de esperar que cada cliente faça a transferência imediatamente, ele permite que a pessoa leve o doce e realize o Pix posteriormente.
O sistema é usado, segundo o vendedor, para evitar que o cliente precise mexer no celular enquanto está parado no trânsito ou conduzir qualquer etapa da compra de maneira apressada.
Márcio coloca um adesivo nos produtos com as orientações para o pagamento.
Pix só deve ser feito quando o motorista estiver em segurança
A orientação dada aos clientes é que o pagamento seja realizado somente quando a pessoa estiver em segurança, com o veículo parado e fora do trânsito.
Ao ND Mais, Márcio explicou como funciona o sistema:
“Todos os meus produtos eu coloco um adesivo no produto. Então, quando o sinal fecha, a pessoa pega para pagar depois na sua casa, no seu trabalho, sempre que estiver em segurança com carro parado fora do trânsito”.
Segundo ele, o método é utilizado há aproximadamente cinco anos e depende da confiança entre vendedor e cliente.
Estratégia ajuda a vender mais durante o sinal fechado
Para Márcio, o pagamento posterior também permite aproveitar melhor o tempo disponível nos semáforos.
Como o cliente não precisa concluir a transferência naquele momento, o vendedor consegue continuar oferecendo os produtos a outros motoristas enquanto o sinal permanece fechado.
A estratégia é utilizada justamente em um ambiente no qual o tempo para realizar cada venda é limitado.
Vendas continuaram nos dias seguintes
O resultado de sexta-feira não foi o único registrado pelo vendedor naquele período.
No sábado, Márcio comercializou outras 200 unidades no mesmo semáforo em Itajaí.
No domingo, mudou o ponto de venda para a Beira-Rio, em frente a uma churrascaria, onde vendeu 150 doces.
Já no feriado de 7 de setembro, levou os produtos para o mirante da Serra do Rio do Rastro, na Serra Catarinense. Na ocasião, foram vendidas outras 150 unidades.
Somados os quatro dias, foram 800 unidades comercializadas.
Garçom já havia vendido 500 morangos do amor em um dia
A experiência com os doces não começou agora.
Durante a febre do morango do amor no ano passado, Márcio chegou a vender 500 unidades em aproximadamente uma hora e meia.
Naquele período, cada morango era vendido por R$ 10, o que representou um faturamento de R$ 5 mil.
Segundo o vendedor, todas as unidades foram comercializadas rapidamente. Na ocasião, ele relatou ao ND Mais:
“Quando cheguei na sinaleira, estava lotado de gente esperando”.
Morango do amor e maçã do amor também estão entre os produtos
Além do morango cravejado, Márcio trabalha com outros doces, como morango do amor e maçã do amor.
Os produtos são vendidos nos semáforos e em outros pontos escolhidos conforme o movimento de cada dia.
Para o vendedor, o resultado representa também a satisfação com o trabalho e com a forma de atender os clientes.
“Sinto com dever cumprido em servir um produto excelente, feito com muito amor, atendimento diferenciado”, afirmou ao ND Mais.

