A Nissan prepara uma grande reestruturação global que prevê o corte de aproximadamente 20 mil empregos e o fechamento de sete fábricas até 2027. A medida faz parte de um plano para reduzir custos e tentar recuperar a competitividade da montadora japonesa.
A empresa vem enfrentando dificuldades financeiras, queda nas vendas em alguns mercados e aumento da concorrência, especialmente entre as fabricantes de veículos elétricos e modelos mais competitivos produzidos na China.
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Nissan quer reduzir custos
O plano foi apresentado após a Nissan registrar dificuldades para atingir os resultados esperados.
A estratégia prevê uma redução significativa da estrutura global da companhia, com fechamento de unidades industriais e diminuição do quadro de funcionários.
A montadora também pretende simplificar sua operação e concentrar investimentos em modelos e mercados considerados mais estratégicos.
Sete fábricas serão fechadas
Como parte da reestruturação, a Nissan planeja encerrar as atividades de sete fábricas até 2027.
A medida faz parte de um movimento mais amplo de redução da capacidade produtiva da empresa.
O objetivo é evitar que a companhia mantenha estruturas industriais com capacidade acima da demanda e, consequentemente, reduzir despesas operacionais.
Demissões podem chegar a 20 mil
O plano prevê aproximadamente 20 mil cortes de empregos em todo o mundo.
O número representa uma ampliação significativa das medidas de redução de custos adotadas anteriormente pela montadora.
Os cortes devem ocorrer ao longo do processo de reestruturação, e não significam que 20 mil trabalhadores serão demitidos de uma única vez ou em uma única fábrica.
Crise afeta montadoras tradicionais
A situação da Nissan ocorre em meio a uma transformação da indústria automotiva mundial.
Montadoras tradicionais enfrentam pressão para investir simultaneamente em eletrificação, novas tecnologias e redução de custos.
Além disso, fabricantes chinesas ganharam espaço em diversos mercados com veículos elétricos e híbridos, aumentando a disputa por consumidores.
A Nissan também busca responder à queda de demanda e ao excesso de capacidade produtiva em algumas regiões.
Nissan também aposta em automação
A montadora vem adotando novas tecnologias para aumentar a eficiência das fábricas.
Em uma unidade nos Estados Unidos, por exemplo, robôs móveis equipados com inteligência artificial passaram a realizar tarefas de transporte interno de materiais. Os trabalhadores que exerciam essas funções não foram dispensados e estão sendo direcionados para outras atividades ou treinados para novas posições.
A automação faz parte da estratégia da indústria para reduzir custos e aumentar a produtividade.
E as fábricas da Nissan no Brasil?
Apesar do anúncio global, é importante não confundir a reestruturação internacional com uma decisão de encerramento das operações brasileiras.
A Nissan mantém unidades produtivas no Brasil, incluindo a fábrica de Resende, no Rio de Janeiro.
O anúncio dos 20 mil cortes e das sete fábricas faz parte de um plano global e não significa que todas essas medidas serão aplicadas no Brasil.
Além disso, informações recentes sobre fechamentos de fábricas de multinacionais têm sido usadas em conteúdos que dão a entender que empresas estão abandonando o país, quando, em vários casos, as decisões ocorreram em outras nações.
Montadora tenta recuperar espaço no mercado
A Nissan pretende utilizar a reestruturação para tornar sua operação mais enxuta e competitiva.
A empresa busca reduzir despesas, ajustar sua capacidade de produção e concentrar recursos em veículos e tecnologias considerados mais importantes para o futuro.
O processo ocorre em um momento de profundas mudanças no setor automotivo, marcado pelo avanço dos carros elétricos, pela entrada de novas fabricantes e pela necessidade de grandes investimentos em tecnologia.
Assim, os 20 mil cortes de empregos e o fechamento de sete fábricas fazem parte de uma estratégia global da Nissan para tentar recuperar sua posição no mercado e equilibrar as contas até 2027.

