O que parecia ser mais um dia comum, homem que trabalhava com trator encontra pepita de ouro de quase 10 kg; Mais de 20 anos depois, a peça acaba sendo vendida em leilão por quase R$ 4 milhões

Homem encontra pepita de ouro de mais de 9 kg durante trabalho e, 23 anos depois, peça é leiloada por cerca de R$ 3,9 milhões.

O que parecia ser apenas mais um dia de trabalho acabou se transformando em uma descoberta milionária. Enquanto movimentava terra em uma área de mineração, um homem encontrou uma enorme pepita de ouro misturada a quartzo.

A peça pesava 9,14 quilos e chamou atenção imediatamente pelo tamanho. Na época, o trabalhador percebeu que havia encontrado algo muito diferente do material que normalmente aparecia durante a atividade de mineração.

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Mas a história daquela pepita de ouro estava apenas começando.

Mais de duas décadas depois da descoberta, a peça voltou a aparecer no mercado e acabou sendo colocada em um leilão. O resultado impressionou: ela foi arrematada por US$ 750 mil, valor equivalente a cerca de R$ 3,9 milhões na cotação considerada pela reportagem.

A descoberta aconteceu durante o trabalho

A pepita estava misturada ao solo e ao quartzo quando foi encontrada durante uma operação de mineração. O trabalhador utilizava uma máquina pesada para movimentar a terra quando percebeu algo incomum entre o material.

Ao verificar o que havia sido encontrado, ficou claro que não se tratava de uma pedra comum.

A peça tinha uma quantidade impressionante de ouro e, posteriormente, passou a ser reconhecida como a maior pepita de ouro já registrada no Alasca.

O tamanho também ajuda a explicar por que a descoberta se tornou tão importante. Com pouco mais de nove quilos, a pepita tinha dimensões próximas às de uma bola de futebol americano pequena e preservava parte do quartzo associado ao ouro.

Pepita ficou anos longe dos holofotes

Depois de ser encontrada, a peça passou anos em uma coleção particular. Foi somente muito tempo depois que ela voltou a ser oferecida publicamente.

Em 2021, a pepita foi colocada em um leilão da Heritage Auctions e acabou sendo vendida por US$ 750 mil.

O valor não está relacionado apenas à quantidade de ouro presente na peça. Uma pepita natural de tamanho tão raro também possui importância histórica e interesse entre colecionadores.

Além disso, o registro de que aquela era a maior pepita de ouro encontrada no Alasca aumentava ainda mais a relevância do objeto.

Por que uma pepita pode valer tanto?

Uma grande quantidade de ouro já representa uma fortuna, mas uma peça natural desse tamanho pode alcançar um preço ainda maior por causa de sua raridade.

Diferentemente de uma barra produzida em uma refinaria, a pepita mantém características do material encontrado diretamente no solo. O formato, o quartzo incorporado, a origem documentada e a história da descoberta podem transformar o objeto em uma peça de coleção.

Foi justamente essa combinação que ajudou a levar a pepita a um valor de US$ 750 mil no leilão.

A maior pepita de ouro já encontrada no Alasca

O tamanho da descoberta fez com que ela entrasse para a história da mineração do estado americano.

O levantamento da Divisão de Levantamentos Geológicos e Geofísicos do Alasca registra a peça com 294,10 onças troy, medida que corresponde a aproximadamente 9,14 quilos. O órgão também identifica a descoberta como a maior pepita de ouro minerada no Alasca.

Ou seja: o que começou como uma descoberta inesperada no meio de um dia de trabalho acabou se tornando uma das pepitas de ouro mais famosas da região e, décadas depois, alcançou milhões de reais em um leilão.

Quem encontrou, onde e quando?

Nome do trabalhador: Barry Clay
Local: Swift Creek, próximo a Ruby, no Alasca, Estados Unidos
Ano: 1998

A descoberta aconteceu enquanto Barry Clay trabalhava com um trator de esteira em uma área de mineração próxima a Ruby. Ao movimentar a terra, ele percebeu o material incomum e acabou encontrando a enorme pepita, que posteriormente seria conhecida como Alaska Centennial Nugget.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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