Uma nova atividade registrada no Sol colocou os especialistas em meteorologia espacial em alerta para a possível chegada de uma tempestade geomagnética à Terra. A previsão mais recente indica que os efeitos de uma ejeção de massa coronal registrada em 28 de setembro podem alcançar o planeta nesta sexta-feira, 2 de outubro.
O fenômeno pode provocar alterações temporárias no campo magnético terrestre. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a previsão atual aponta para uma tempestade de nível G1, considerado o menor grau da escala utilizada para classificar tempestades geomagnéticas.
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Apesar de o fenômeno poder afetar alguns sistemas tecnológicos, a classificação prevista indica efeitos geralmente limitados. Não há previsão, neste momento, de um apagão generalizado de internet ou telefonia celular.
Tempestade solar pode atingir a Terra em 2 de outubro
A previsão da NOAA indica condições tranquilas no campo magnético terrestre durante os dias 30 de setembro e 1º de outubro.
A situação pode mudar na sexta-feira (2), quando o material lançado pelo Sol em uma ejeção de massa coronal poderá alcançar a região da Terra.
Esse tipo de evento ocorre quando grandes quantidades de plasma e partículas carregadas são lançadas ao espaço. Quando parte desse material é direcionada ao nosso planeta, pode interagir com o campo magnético terrestre e provocar uma tempestade geomagnética.
A NOAA classifica a possibilidade atual como G1. A escala começa em G1, para tempestades consideradas fracas, e vai até G5, categoria destinada aos eventos extremos.
Satélites podem sentir os efeitos
Os satélites estão entre os equipamentos acompanhados durante episódios de atividade geomagnética.
Alterações nas condições da alta atmosfera podem interferir em algumas operações realizadas no espaço. Em eventos classificados como G1, são possíveis pequenos impactos sobre satélites.
Tempestades mais fortes também podem aumentar o arrasto atmosférico sobre satélites que orbitam relativamente próximos da Terra. Nesses casos, operadores podem precisar realizar correções nas órbitas.
Outro possível efeito de tempestades geomagnéticas é a ocorrência de oscilações fracas em redes de energia, especialmente em regiões localizadas em latitudes mais elevadas.
Celulares podem parar de funcionar?
A previsão atual não indica que celulares vão simplesmente deixar de funcionar por causa da tempestade geomagnética.
Uma tempestade de nível G1 não significa que as redes móveis serão desligadas ou que smartphones perderão o acesso à internet.
Alguns sistemas utilizados por serviços de comunicação e localização, porém, podem ser afetados por alterações provocadas pela atividade solar. Entre eles estão tecnologias relacionadas a satélites e navegação por GPS.
Mesmo assim, os possíveis efeitos do evento atualmente previsto são considerados pequenos e tendem a ser mais perceptíveis em regiões de altas latitudes.
Portanto, não há previsão de um apagão generalizado de internet ou telefonia celular provocado por essa tempestade.
Rádios também entram no monitoramento
As comunicações por rádio também são acompanhadas pelos especialistas durante períodos de maior atividade solar.
É importante, porém, diferenciar os fenômenos envolvidos.
A tempestade geomagnética prevista para sexta-feira está relacionada à possível chegada à Terra do material lançado por uma ejeção de massa coronal. Já determinados apagões de rádio podem ocorrer diretamente após explosões solares, quando a radiação emitida pelo Sol alcança o planeta.
Para o período entre 30 de setembro e 2 de outubro, a NOAA estima 10% de probabilidade diária de ocorrer um apagão de rádio entre os níveis R1 e R2 provocado por uma nova explosão solar.
A agência também estima em apenas 1% a possibilidade de uma tempestade de radiação solar de nível S1 ou superior no mesmo período.
Brasil deve sentir os efeitos da tempestade?
Os efeitos mais perceptíveis de tempestades geomagnéticas G1 costumam ocorrer em regiões próximas aos polos.
Por isso, a previsão atual não aponta para impactos relevantes no funcionamento cotidiano de celulares, internet ou redes elétricas no Brasil.
Em regiões de altas latitudes, por outro lado, a atividade geomagnética pode provocar alterações mais perceptíveis e ampliar a área onde as auroras podem ser observadas.
Ainda assim, a intensidade efetivamente registrada depende das características do vento solar no momento em que o material chega à Terra.
O que provoca uma tempestade geomagnética?
O Sol libera continuamente partículas para o espaço. Em determinados momentos, entretanto, pode ocorrer uma ejeção de massa coronal, que lança uma grande quantidade de plasma e partículas carregadas para longe da estrela.
Quando uma dessas nuvens alcança a Terra, ela interage com o campo magnético do planeta.
A velocidade, a densidade e principalmente a orientação do campo magnético transportado pelo material solar influenciam a intensidade dessa interação.
Quando ela é suficientemente forte, ocorre uma tempestade geomagnética.
Esses eventos são monitorados porque tempestades mais intensas podem interferir em satélites, sistemas de navegação, comunicações por rádio e redes elétricas.
No caso da previsão para 2 de outubro, porém, a classificação indicada atualmente pela NOAA é G1, o nível mais baixo da escala de tempestades geomagnéticas.

