O Bolsa Família terá novos valores a partir da folha de outubro de 2026. O reajuste de 15,04% aumenta o piso mensal e também os adicionais pagos conforme a composição de cada família.
Com a atualização, nenhuma família enquadrada nas regras gerais do programa deverá receber menos de R$ 691, considerando o Benefício de Renda de Cidadania e o complemento necessário para atingir o novo piso. Até setembro, a referência mínima era de R$ 600.
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O governo também estima que o benefício médio passe de aproximadamente R$ 675 para R$ 777.
Esse valor, porém, não será depositado igualmente para todos. Famílias com crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes podem receber adicionais e, dependendo da composição familiar, ultrapassar R$ 1.100 por mês.
Os novos valores já serão considerados na folha de outubro, cujo primeiro pagamento está marcado para 19 de outubro.
Bolsa Família terá piso de R$ 691 em outubro
O reajuste foi oficializado pelo Decreto nº 13.120 e corresponde à inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a atualização busca recompor o poder de compra dos beneficiários após mais de três anos sem alteração nos principais valores do atual modelo do programa.
Uma das mudanças ocorre no Benefício de Renda de Cidadania, calculado de acordo com a quantidade de pessoas que fazem parte da família.
Até setembro, o valor considerado era de R$ 142 por integrante. A partir de outubro, a parcela passa para R$ 164 por pessoa.
Caso a soma desse benefício fique abaixo de R$ 691, entra em ação o Benefício Complementar, responsável por acrescentar a diferença necessária para que a família alcance o novo piso.
Famílias com crianças podem passar de R$ 1.100
O reajuste também alcança os adicionais destinados às famílias com crianças.
O Benefício Primeira Infância, pago por criança de zero a sete anos incompletos, passa de R$ 150 para R$ 173 por criança.
Esse adicional pode fazer com que famílias maiores ultrapassem a média nacional de R$ 777.
Por exemplo, uma família que alcance o piso de R$ 691 e tenha três crianças enquadradas no adicional de R$ 173 poderá receber mais R$ 519 referentes ao Benefício Primeira Infância.
Nesse cenário, a soma chegaria a R$ 1.210, antes de considerar eventuais outros adicionais aos quais a família possa ter direito.
O valor final, entretanto, depende da composição de cada núcleo familiar. Portanto, R$ 1.100 não é um novo valor fixo do Bolsa Família.
Outros adicionais do Bolsa Família também aumentaram
Outra mudança envolve o Benefício Variável Familiar, destinado a famílias que tenham gestantes, nutrizes e crianças ou adolescentes entre sete e 18 anos incompletos.
A parcela passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadrar nos critérios.
Os adicionais podem ser acumulados quando diferentes integrantes da mesma família atendem às regras.
Assim, uma residência com crianças pequenas, adolescentes e gestante, por exemplo, pode receber diferentes parcelas adicionais e terminar o mês com um valor superior à média de R$ 777.
Com o reajuste, o cálculo do Bolsa Família passa a considerar um piso maior, além de adicionais com valores atualizados.
Quando começa o Bolsa Família de outubro?
Os pagamentos da nova folha começam em 19 de outubro, para os beneficiários com NIS terminado em 1, e seguem até o dia 30.
O calendário de outubro ficou definido assim:
- NIS final 1: 19 de outubro;
- NIS final 2: 20 de outubro;
- NIS final 3: 21 de outubro;
- NIS final 4: 22 de outubro;
- NIS final 5: 23 de outubro;
- NIS final 6: 26 de outubro;
- NIS final 7: 27 de outubro;
- NIS final 8: 28 de outubro;
- NIS final 9: 29 de outubro;
- NIS final 0: 30 de outubro.
O pagamento segue o último número do NIS do responsável familiar, respeitando o calendário definido para o mês.
Quanto cada família poderá receber?
Não existe um único valor para todos os beneficiários do Bolsa Família.
O pagamento individual considera a quantidade de pessoas que vivem na família, a idade dos integrantes e a presença de gestantes, nutrizes e outros beneficiários que se enquadrem nos adicionais previstos pelo programa.
Com a nova folha, R$ 691 passa a ser a referência mínima para as famílias abrangidas pela regra integral, enquanto o benefício médio estimado é de R$ 777.
Dependendo da composição familiar, uma parcela pode ficar em torno de R$ 777, chegar a R$ 900, ultrapassar R$ 1.100 ou alcançar valores ainda maiores.
Por isso, o valor divulgado para outubro deve ser entendido como uma referência do programa, e não como uma quantia fixa garantida para todos os inscritos.

