Danone fecha fábrica após mais de 50 anos, demite funcionários e deixa de produzir Activia

Danone fecha fábrica histórica, demite funcionários e deixa de produzir o Activia; veja todos os detalhes a seguir.

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo decidiu encerrar as atividades de uma fábrica histórica após mais de cinco décadas de funcionamento. A medida afetará cerca de 230 postos de trabalho e colocará fim à produção de iogurtes e sobremesas lácteas naquela unidade.

Entre os produtos fabricados atualmente está o Activia, uma das marcas mais conhecidas da companhia no segmento de iogurtes. A fábrica também mantém linhas destinadas a outros produtos da multinacional.

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O encerramento completo da produção está previsto para 30 de novembro de 2026. Depois dessa data, as máquinas serão desligadas e os produtos que ainda saem da unidade terão a fabricação transferida ou reorganizada dentro da estrutura industrial da empresa.

A fábrica fica em Ochsenfurt, na Alemanha, e começou a operar em 1972. Com isso, o fechamento encerrará aproximadamente 54 anos de atividade industrial no município.

Danone fecha fábrica após 54 anos de produção

A decisão representa uma mudança importante na estrutura produtiva da Danone, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Durante décadas, a fábrica participou da fabricação de produtos lácteos da multinacional e se tornou uma operação relevante para a economia da região.

Segundo informações divulgadas pela companhia, a manutenção da unidade deixou de apresentar condições competitivas suficientes para justificar novos investimentos de longo prazo.

Por isso, a Danone decidiu concentrar a produção em outras estruturas industriais e encerrar definitivamente as atividades no local.

Com o fechamento previsto para novembro, chega ao fim uma operação industrial que atravessou diferentes transformações no mercado de alimentos desde a década de 1970.

Fechamento afeta funcionários

A decisão atingirá aproximadamente 230 postos de trabalho vinculados à fábrica.

A Danone informou que pretende adotar alternativas para reduzir os impactos sobre os empregados. Entre as possibilidades estão transferências para outras funções, programas de qualificação profissional e acordos destinados aos trabalhadores afetados pelo encerramento.

Apesar dessas medidas, os empregos diretamente ligados à operação industrial de Ochsenfurt deixarão de existir quando a fábrica encerrar suas atividades.

O impacto também pode alcançar empresas que prestam serviços para a unidade, incluindo fornecedores, transportadoras e outros negócios ligados à cadeia produtiva.

Fábrica da Danone produz Activia

Um dos nomes mais conhecidos fabricados atualmente na unidade é o Activia.

A marca pertence ao portfólio mundial da Danone e está presente em diversos países. Ao longo dos anos, tornou-se um dos principais produtos da multinacional no mercado de iogurtes.

A fábrica também mantém a produção de itens da linha Dany Sahne, conhecida principalmente no mercado europeu.

Quando a unidade fechar, essas linhas deixarão de ser produzidas naquele endereço.

Isso, porém, não significa o encerramento da marca Activia.

Produção do Activia será encerrada na fábrica

A Danone continuará fabricando e comercializando o Activia por meio de outras operações.

Portanto, o encerramento anunciado atinge especificamente a produção realizada na fábrica de Ochsenfurt e não representa a retirada mundial do produto das prateleiras.

O Activia continua integrando o portfólio da multinacional em diversos mercados, inclusive no Brasil.

Na prática, a empresa reorganizará sua estrutura de fabricação enquanto mantém a marca disponível aos consumidores.

Por que a Danone decidiu fechar a fábrica?

A utilização cada vez menor da capacidade instalada foi um dos fatores que pesaram na decisão.

Segundo informações divulgadas pela companhia, a fábrica passou a utilizar aproximadamente metade da capacidade registrada em 2019.

Com menos produtos passando pelas linhas, uma parcela considerável da estrutura industrial ficou ociosa.

Ao mesmo tempo, a empresa continuou arcando com custos relacionados à manutenção, energia, funcionários, equipamentos e demais despesas necessárias para manter uma fábrica de grande porte em funcionamento.

Esse cenário reduziu a competitividade da unidade dentro da própria rede industrial da Danone.

Custos da fábrica ficaram mais elevados

Outro ponto considerado pela empresa envolve diretamente o custo de fabricação.

A Danone avaliou que produzir determinados alimentos em Ochsenfurt ficou mais caro em comparação com outras unidades europeias da companhia.

Com uma capacidade cada vez menos aproveitada, os custos passam a representar uma parcela maior do valor necessário para fabricar cada produto.

Além disso, algumas categorias produzidas pela instalação passaram a registrar menor demanda.

Diante da combinação entre custos elevados, menor utilização da fábrica e mudanças no consumo, a multinacional concluiu que manter a operação não seria sustentável no longo prazo.

Mudanças no consumo também influenciam estratégia da Danone

A decisão acontece enquanto a companhia modifica a distribuição dos investimentos entre suas diferentes categorias de produtos.

A Danone acompanha o crescimento da procura por alimentos ricos em proteínas, nutrição especializada e produtos voltados para necessidades específicas de saúde e alimentação.

Enquanto esses segmentos avançam, algumas categorias tradicionais apresentam crescimento mais limitado.

A companhia passou, então, a direcionar recursos para instalações capazes de acompanhar as áreas consideradas mais estratégicas dentro de sua atuação.

Essa movimentação ajuda a explicar por que determinadas fábricas recebem investimentos enquanto outras acabam perdendo espaço dentro da estrutura industrial.

Outra fábrica da Danone continuará recebendo investimentos

O fechamento de Ochsenfurt não significa que a Danone esteja abandonando sua produção na Alemanha.

A companhia continuará apostando, por exemplo, em sua fábrica de Fulda.

Essa unidade emprega aproximadamente 600 pessoas e possui forte participação na fabricação de produtos de nutrição especializada.

Entre os itens produzidos estão fórmulas infantis e produtos voltados para nutrição médica.

Essas categorias ganharam relevância na estratégia da multinacional e apresentam perspectivas diferentes das linhas que atualmente ocupam a fábrica que será fechada.

Assim, a Danone pretende concentrar recursos nas operações que considera mais adequadas às novas características do mercado.

Fechamento na Danone

Apesar do encerramento da fábrica histórica, a decisão não significa que a Danone esteja encerrando suas atividades ou deixando de operar globalmente.

A empresa continua entre os grandes grupos mundiais de alimentos e mantém uma ampla estrutura internacional.

Seu portfólio reúne iogurtes, produtos lácteos, alimentos à base de plantas, bebidas, nutrição infantil e nutrição especializada.

Além do Activia, a multinacional possui marcas conhecidas pelos consumidores brasileiros, como Danoninho, Danette e YoPRO.

O fechamento de uma fábrica, portanto, faz parte de uma reorganização da estrutura produtiva da empresa.

Danone reorganiza fábricas e investimentos

Nos últimos anos, a companhia passou a analisar o desempenho das diferentes unidades industriais que mantém pelo mundo.

Essa avaliação envolve fatores como demanda, custos, capacidade produtiva, localização e necessidade de novos investimentos.

Enquanto algumas fábricas recebem novas máquinas, linhas de produção e aportes financeiros, outras podem perder espaço quando deixam de atender às metas econômicas e industriais estabelecidas pela empresa.

Foi esse processo que levou a Danone a concluir pelo encerramento da operação de Ochsenfurt.

Fábrica funcionava desde 1972

Para a economia local, entretanto, o fechamento representa o fim de uma operação com mais de meio século de história.

A fábrica abriu as portas em 1972 e acompanhou diferentes gerações de trabalhadores ao longo de aproximadamente 54 anos.

Além dos empregos mantidos diretamente dentro da unidade, a atividade industrial movimentou serviços, logística e fornecedores da região.

Por isso, a decisão gera preocupação principalmente pelos postos de trabalho que desaparecerão com o fim da produção.

O impacto vai além das linhas que fabricam os produtos da Danone e alcança toda a estrutura econômica formada ao redor de uma indústria presente no município há décadas.

Situação da Danone na Alemanha é diferente

O fechamento anunciado não envolve o fim das demais operações da companhia na Alemanha.

A Danone mantém outras atividades industriais no país, incluindo a fábrica de Fulda, que possui participação na produção de itens de nutrição especializada.

A companhia continua atuando em diferentes categorias de alimentos e mantém uma estrutura internacional de fabricação e distribuição.

Além disso, marcas como Activia, Danoninho, Danette e YoPRO continuam fazendo parte do portfólio oferecido aos consumidores em diferentes mercados.

Portanto, a decisão envolvendo a fábrica de Ochsenfurt não representa o encerramento das demais operações da empresa.

Activia continuará nas lojas do Brasil

O fechamento também não significa que o Activia desaparecerá do mercado nacional.

A Danone continuará comercializando o produto e mantendo a marca dentro de seu portfólio.

A mudança anunciada afeta a organização industrial de uma fábrica específica e determina apenas o fim da fabricação do Activia naquela unidade.

Dessa forma, consumidores brasileiros não devem ter a oferta do produto encerrada em razão do fechamento de Ochsenfurt.

Danone encerra produção após 54 anos

Com o desligamento definitivo das linhas previsto para 30 de novembro de 2026, a Danone encerrará um ciclo industrial iniciado em 1972.

A fábrica deixará de produzir iogurtes e sobremesas lácteas depois de aproximadamente 54 anos de funcionamento.

Ao mesmo tempo, cerca de 230 postos de trabalho serão afetados e produtos como Activia e Dany Sahne deixarão de sair das linhas daquela instalação.

A multinacional, por sua vez, continuará produzindo essas e outras categorias por meio de sua estrutura industrial, concentrando novos investimentos nas operações consideradas mais estratégicas para os próximos anos.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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