Uma loja que anunciou produtos a partir de R$ 1, incluindo eletrodomésticos, cosméticos e outros itens, atraiu uma multidão durante a inauguração e acabou fechando as portas após um grande tumulto. O estabelecimento fica no Brás, região central de São Paulo, e havia divulgado ofertas com preços entre R$ 1 e R$ 20.
O movimento começou ainda nas primeiras horas da manhã de segunda-feira (5). Clientes ocuparam as calçadas e formaram uma fila que chegou às proximidades da Avenida do Estado. A concentração de pessoas aumentou rapidamente e exigiu a atuação da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego.
LEIA TAMBÉM:
- Trabalhadora compra 2 kg de carne moída por R$ 25 em supermercado, chega em casa e descobre que produto estava verde por dentro
- Governo Federal vai liberar auxílio extra para famílias com até R$ 3.242 de renda nos próximos dias; veja como receber
- Com sonho de aumentar a renda e mudar de vida, trabalhador compra bicicleta elétrica de R$ 5 mil parcelada em 24 vezes de R$ 310 para fazer entregas, mas na primeira onda de chuva forte a bateria entra em curto
Loja tinha produtos entre R$ 1 e R$ 20
O Shopping Sheik São Paulo havia usado os preços baixos como principal chamariz para a inauguração.
Segundo as divulgações, a loja comercializa desde cosméticos até eletrodomésticos. Entre os produtos anunciados estavam televisões, fornos elétricos, ventiladores, bolsas, brinquedos e maquiagens. Os itens promocionais custavam entre R$ 1 e R$ 20.
Para tentar controlar a procura, havia uma regra: cada CPF poderia adquirir apenas um produto promocional. Mesmo assim, a quantidade de interessados superou a capacidade de organização prevista para a abertura.
Clientes formam fila gigante
A movimentação começou cedo e a fila se estendeu pela Rua Monsenhor de Andrade, chegando às proximidades da Avenida do Estado.
Por volta das 7h20, em pleno horário de pico, o fluxo de pedestres aumentou e passou a representar risco de acidentes e atropelamentos. A Polícia Militar e a CET montaram uma operação para organizar a região.
Ruas próximas tiveram bloqueios temporários e desvios de trânsito para reduzir os riscos provocados pela aglomeração.
Loja não consegue abrir normalmente
Com a quantidade de consumidores concentrados ao redor do imóvel, a inauguração não conseguiu acontecer da forma planejada.
Diante da falta de condições de segurança, a abertura foi interrompida. Em uma transmissão pelas redes sociais, uma representante do estabelecimento pediu desculpas aos clientes e informou que a loja não abriria naquele momento por causa da confusão.
O Metrópoles informou ainda que a Polícia Militar orientou o fechamento do estabelecimento por razões de segurança. Horas depois, a própria empresa comunicou que permanecia fechada e que não havia previsão de reabertura naquele momento.
TV e forno elétrico ajudaram a atrair os clientes
Entre os produtos de maior apelo estavam televisões e fornos elétricos.
A divulgação de mercadorias normalmente mais caras dentro de uma campanha com valores máximos de R$ 20 aumentou a repercussão da inauguração nas redes sociais.
Já a informação de que havia itens promocionais a partir de R$ 1 tornou a ação ainda mais chamativa. A loja também vendia bolsas, brinquedos, maquiagens, ventiladores e outros produtos.
Tumulto provoca bloqueios e danos
A confusão não ficou restrita à porta do estabelecimento.
A CET precisou realizar bloqueios em ruas próximas para organizar o trânsito e proteger os pedestres. Segundo o Metrópoles, houve ainda dano a um ponto de ônibus durante a movimentação.
O proprietário da loja também foi levado ao 12º Distrito Policial para registro dos fatos e demais providências relacionadas à ocorrência.
Onde fica a loja?
O Shopping Sheik São Paulo fica na Rua Monsenhor de Andrade, no Brás, região central de São Paulo.
A localização próxima a vias movimentadas contribuiu para que a concentração de clientes afetasse também o trânsito da região.
Quando a loja vai reabrir?
Até as informações divulgadas após o tumulto, não havia uma nova data confirmada para a abertura.
A Polícia Militar orientou os responsáveis a adotarem protocolos para controlar o acesso dos consumidores e evitar uma nova aglomeração.
A promoção e as condições de funcionamento deverão depender das medidas adotadas pelo estabelecimento antes de uma eventual reabertura.

