Um homem vive em árvores há mais de uma década e transformou galhos, paletes de madeira, cobertores e pedaços de tecido em uma espécie de casa improvisada.
Mauro Dreger da Silva tem 53 anos e atualmente mora em uma árvore às margens do Córrego Segredo, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O espaço é utilizado principalmente durante a noite, quando ele retorna depois de passar o dia trabalhando com coleta de materiais recicláveis e serviços temporários.
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Apesar das dificuldades de viver exposto à chuva, ao vento e às mudanças de temperatura, Mauro afirma que prefere continuar no local.
Homem vive em árvores há mais de uma década
A atual moradia não é a primeira árvore usada por Mauro como abrigo.
Em 2015, uma reportagem já havia registrado que ele vivia havia cerca de três anos em uma árvore na região central de Campo Grande.
Antes disso, ele havia morado em uma pequena casa de madeira, que acabou demolida depois da desapropriação do terreno.
Com o passar dos anos, Mauro mudou de ponto, mas continuou utilizando árvores como moradia.
Abrigo é feito com paletes e cobertores
A estrutura atual foi montada entre os troncos.
Paletes de madeira servem como base, enquanto cobertores e pedaços de tecido ajudam a fechar parte do espaço.
Não se trata de uma casa convencional.
O local é usado principalmente para dormir, enquanto durante o dia Mauro circula pela cidade recolhendo materiais recicláveis e fazendo trabalhos ocasionais.
O que acontece quando chove forte?
Em períodos de tempestade, permanecer no abrigo fica mais difícil.
Nesses momentos, Mauro procura a casa de um amigo que mora nas proximidades e fica lá até o tempo melhorar.
Mesmo assim, ele afirma estar acostumado à rotina e às condições do lugar onde vive.
História começou depois de ele ficar sem moradia
Natural de São Paulo, Mauro se mudou ainda jovem para Campo Grande com os pais.
A família viveu por décadas na cidade.
Depois de enfrentar dificuldades pessoais e perder a casa onde morava, ele acabou ficando sem uma residência convencional.
Após a morte dos pais, Mauro também ficou sem familiares próximos em Campo Grande. Outros parentes vivem em São Paulo.
Ele pretende sair da árvore?
Por enquanto, não.
Mauro afirma que mantém uma boa relação com moradores da região e diz preferir permanecer onde está.
Mesmo vivendo em uma estrutura improvisada, ele não demonstra intenção imediata de procurar outro lugar para morar.
A história chama atenção justamente pelo tempo: o que poderia parecer uma solução temporária acabou virando uma rotina que já atravessa mais de uma década.

