Uma rede de lojas com mais de 200 unidades entrou em falência depois de cerca de 30 anos vendendo jeans e outros produtos de moda nos Estados Unidos.
A empresa chegou ao processo carregando uma dívida financiada de aproximadamente US$ 182 milhões, valor próximo de R$ 1 bilhão na conversão apresentada pela publicação.
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Ao mesmo tempo, enfrentava custos altos com aluguel e perda de receita depois de semanas com lojas fechadas.
A combinação drenou o caixa e aumentou a pressão de fornecedores.
Rede de lojas tinha mais de 200 unidades
Quando entrou com o pedido de proteção judicial pelo Chapter 11, em 2020, a empresa operava mais de 210 lojas.
Grande parte das unidades estava instalada em shopping centers, o que significava despesas fixas elevadas com aluguel.
Mesmo antes do fechamento temporário do comércio, a situação financeira já era delicada.
Com a queda brusca de receita, a margem para manter a operação ficou ainda menor.
Fornecedores começaram a cobrar mais rápido
A falta de liquidez também afetou a relação com fornecedores.
Diante do risco de não receber, algumas empresas passaram a exigir pagamento em prazos menores ou até antecipadamente.
Isso criou ainda mais pressão sobre uma companhia que já precisava preservar dinheiro em caixa.
Na prática, a rede de lojas passou a ter menos flexibilidade justamente no momento em que mais precisava de fôlego financeiro.
Unidades começaram a fechar
Ao entrar no Chapter 11, a empresa anunciou o fechamento imediato de 13 lojas.
Outras unidades também poderiam ser encerradas ao longo da reestruturação.
A estratégia era reduzir custos e tentar preservar parte da operação enquanto buscava uma saída financeira.
Dívida chegou perto de R$ 1 bilhão
O tamanho da dívida chama atenção.
Os cerca de US$ 182 milhões em dívida financiada representavam um peso enorme para uma empresa que já sofria com queda de faturamento e despesas fixas elevadas.
Com fornecedores mais cautelosos e lojas sem gerar receita normalmente, a crise de liquidez se aprofundou.
Empresa recebeu proposta milionária
Durante o processo, um grupo apresentou uma proposta de cerca de US$ 140,1 milhões em dinheiro, além de aproximadamente US$ 51,5 milhões em crédito.
A oferta abriu caminho para a venda de ativos e para a continuidade da marca sob novo controle.
Ou seja, a entrada em falência não significou que todas as operações desapareceram imediatamente.
Falência não significa fechamento automático de tudo
Nos Estados Unidos, o Chapter 11 permite que empresas tentem reorganizar dívidas, vender ativos e continuar parte das atividades.
Por isso, uma companhia pode entrar nesse tipo de processo e, ao mesmo tempo, manter determinadas lojas abertas enquanto negocia uma reestruturação.
No caso desta rede de lojas, o processo envolveu fechamento de unidades, negociação com credores e busca por compradores.
A marca por trás da história é a Lucky Brand, conhecida principalmente pela venda de jeans nos Estados Unidos.

