Banco Central revela que quase 24 milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido para sacar; veja se você está na lista

O dinheiro esquecido disponível para pessoas físicas soma R$ 4,31 bilhões, enquanto o total ainda não resgatado por cidadãos e empresas chega a R$ 5,79 bilhões.

Quase 24 milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras e podem consultar se existe algum valor esperando para ser resgatado.

Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o Sistema Valores a Receber (SVR) ainda reúne R$ 5,79 bilhões que não voltaram para seus donos.

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Desse total, cerca de R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão estão vinculados a empresas.

Ou seja: mesmo quem não lembra de ter deixado saldo em uma conta antiga pode aparecer entre os brasileiros que ainda têm algum valor disponível.

Dinheiro esquecido pode estar em conta que você nem lembra mais

Os valores disponíveis no sistema podem ter diferentes origens.

Entre eles estão saldos de contas-correntes e poupanças encerradas, recursos de consórcios finalizados, tarifas cobradas indevidamente e dinheiro deixado em contas de pagamento ou outras instituições.

Por isso, a pessoa não precisa necessariamente lembrar de uma dívida do banco ou de um saldo específico.

A consulta é justamente a maneira de descobrir se existe algum dinheiro esquecido associado ao CPF.

Como saber se você está na lista?

A consulta é gratuita e deve ser feita pelo Sistema Valores a Receber do Banco Central.

Para a verificação inicial, o usuário informa CPF e data de nascimento. No caso de empresas, são utilizados CNPJ e data de abertura.

Se houver valor disponível, o sistema permite avançar para descobrir a instituição responsável e solicitar a devolução.

Quase 70% têm até R$ 10 para receber

Apesar dos bilhões ainda disponíveis, isso não significa que cada pessoa tenha uma quantia alta esperando pelo saque.

A maior parcela dos beneficiários possui valores pequenos.

Segundo os dados divulgados, 69,44% têm até R$ 10 para receber.

Já os beneficiários com mais de R$ 1 mil representam uma parcela bem menor do total.

Por isso, não existe um valor padrão: cada CPF pode ter uma quantia diferente.

Como sacar o dinheiro esquecido?

Quando existe valor disponível, o próprio sistema informa as opções para solicitar a devolução.

Em alguns casos, o dinheiro pode ser solicitado diretamente pelo SVR utilizando uma chave Pix.

Em outras situações, o consumidor precisa entrar em contato com a instituição responsável e combinar a forma de pagamento.

O Banco Central também disponibiliza a solicitação automática para usuários que atendem aos critérios do serviço.

É possível consultar dinheiro de pessoa falecida?

Sim. O sistema também permite verificar valores deixados por pessoas que morreram.

Nesse caso, porém, o acesso às informações e a solicitação devem ser feitos por herdeiro, inventariante, testamentário ou representante legal.

Existem procedimentos específicos para comprovar o vínculo antes de receber os valores.

Banco Central faz alerta sobre golpes

A existência de bilhões de reais ainda disponíveis também costuma ser usada por golpistas.

Por isso, o Banco Central reforça que a consulta e a devolução dos valores são gratuitas.

O órgão não cobra taxas para liberar o dinheiro e não envia links por WhatsApp, SMS ou outras mensagens pedindo pagamento para realizar o saque.

Se alguém cobrar alguma quantia para liberar o suposto dinheiro esquecido, é sinal de alerta.

Vale a pena consultar mesmo sem lembrar de nenhum valor

Como quase 24 milhões de pessoas físicas ainda aparecem com recursos disponíveis, a consulta pode ser feita até por quem acredita não ter deixado dinheiro em banco algum.

Muitas vezes, o valor vem de uma conta encerrada há anos ou de alguma relação financeira que o consumidor já nem lembrava mais.

Pode ser pouco — e, para a maioria, realmente é.

Mas a única maneira de descobrir se existe algum valor associado ao CPF é fazer a consulta no sistema oficial do Banco Central.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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