“Eu quero fazer a diferença”: conheça professora de Canoas que trocou os hospitais pela dança na sala de aula

O projeto da professora da EMEF Paulo Freire será um dos premiados nesta quinta-feira (15) na 2ª edição do Prêmio Professor Destaque promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Canoas

Uma professora de ciências e língua portuguesa da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Paulo Freire, no bairro Guajuviras, em Canoas, levou a dança para dentro da sala de aula. o projeto Corpo, Voz, Alma em Movimento, leva a musica e a presença para dentro da escola.

O projeto da Dionéia de Fátima Pospeika será um dos premiados nesta quinta-feira (15) na 2ª edição do Prêmio Professor Destaque promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Canoas. A professora que trocou o hospital, onde atuava como técnica de enfermagem e instrumentadora cirúrgica, sempre carregou a vontade de fazer a diferença.

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“Quando eu estudava sempre sentia falta de ter apoio de alguns professores e eu sempre estudava na zona periférica. Então, quando eu me formei, eu sempre tive vontade ensinar poder contribuir com a bagagem da aprendizagem para ampliar o conhecimento deles. Então, quando eu me formei eu pensei assim: eu quero fazer a diferença na vida desses educandos”, comenta.

Professora leva dança para sala de aula em Canoas

Dionéia é a autora do projeto: “Sonar – Corpo, Voz, Alma em Movimento”. Ele propõe a dança como ponto central para o desenvolvimento de crianças e adolescentes do 4º ao 9º ano.

“Eu acho que o movimento corporal agrega muito. A dança em si traz vários benefícios. Tanto ali a autoconfiança neles, também o desenvolvimento da memória, da concentração, que isso também: como a gente tá passando uma coreografia ali, por mais que muitas vezes seja livre que eles tem a parte do show de talentos deles, tem a parte da coreografia. Então, eles estão trabalhando a memória, o foco e a concentração”, pontua.

A professora também destaca que a dança ajuda a tirar a criança e o adolescente da tela e do mundo virtual.

“Resgatar de novo esse educando para que eles socializem, tenham o olho no olho e manter o foco e a concentração ali, eu acredito que contribui muito além da sala de aula, do conteúdo, da matéria burocrática, de uma forma mais leve, isso contribui.”

E o amanhã?

Para o futuro, a professora que está desde 2015 na EMEF Paulo Freire deseja que a dança transforme, cada vez mais, os alunos e a autoestima deles.

“Para o amanhã, eu quero que eles continuem evoluindo cada vez mais, desenvolvendo a auto confiança e que eles podem, que eles podem sim”, enfatiza.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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