Dia de Finados: vasos com água podem ser retirados dos túmulos por causa da dengue

Quem pretende visitar os cemitérios no Dia de Finados, em 2 de novembro, precisa prestar atenção aos vasos e enfeites levados para homenagear familiares. Prefeituras gaúchas estão reforçando orientações para evitar recipientes que acumulam água, já que eles podem se transformar em criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Em municípios como Porto Alegre, Torres, Getúlio Vargas e Vila Flores, as autoridades municipais divulgaram recomendações para que a população tenha cuidado com flores, embalagens plásticas, vasos e outros objetos deixados sobre os túmulos.

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A orientação é evitar água parada, retirar embalagens que possam acumular chuva e dar preferência a arranjos que permitam o escoamento da água.

Por que os vasos de flores nos cemitérios preocupam no Dia de Finados?

O problema está na água que pode ficar acumulada em vasos, pratinhos, embalagens plásticas e outros recipientes deixados nos túmulos.

Quando chove, esses objetos podem acumular água e oferecer condições para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya.

Em Porto Alegre, a Prefeitura já realiza ações específicas de prevenção nos cemitérios municipais. Desde 2024, equipes trabalham para eliminar possíveis criadouros, furando recipientes sem escoamento, colocando areia em vasos vazios e preenchendo espaços ocos com areia e cimento.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente também recomenda o uso de vasos com furos, sem pratinhos, além da retirada de garrafas, vidros e outros materiais que possam reter água.

A preocupação aumenta durante o Dia de Finados, quando milhares de pessoas visitam os cemitérios e deixam flores e objetos de homenagem.

Prefeituras do RS reforçam orientações para quem vai levar flores

A mobilização contra a dengue também chegou a outros municípios gaúchos.

Em Getúlio Vargas, a Secretaria Municipal de Saúde realizou orientações no cemitério municipal e alertou para o risco de vasos sem furos e arranjos protegidos por papel celofane, que podem favorecer o acúmulo de água.

A recomendação é utilizar vasos com furos no fundo, retirar os pratinhos e manter as flores naturais em contato direto com a areia.

Em Torres, equipes da Vigilância em Saúde e agentes de combate às endemias também reforçaram as orientações para o feriado. Entre os cuidados indicados estão retirar embalagens plásticas dos arranjos, evitar recipientes que acumulem chuva e comunicar possíveis focos aos responsáveis pelo cemitério.

Já em Vila Flores, a prefeitura pediu que os visitantes retirem embalagens plásticas e façam o descarte adequado de flores murchas e outros resíduos.

As iniciativas mostram que a prevenção depende também da colaboração das famílias que visitam os cemitérios.

Como levar flores ao cemitério sem favorecer a dengue?

Quem deseja levar flores naturais para homenagear familiares pode adotar alguns cuidados simples para evitar a formação de criadouros do mosquito.

Entre as principais recomendações estão:

  • Escolher vasos com furos no fundo para permitir o escoamento da água.
  • Evitar pratinhos embaixo dos vasos.
  • Retirar o papel celofane e outras embalagens plásticas que possam acumular chuva.
  • Utilizar areia nos recipientes, conforme a orientação da administração do cemitério.
  • Não deixar garrafas, potes, vidros ou outros objetos expostos à chuva.
  • Recolher flores murchas e embalagens descartadas.
  • Verificar se não ficou água acumulada nos enfeites depois da visita.

Em Porto Alegre, a prefeitura também recomenda o uso de flores artificiais, desde que os arranjos não tenham partes capazes de acumular água.

A escolha dos materiais e os procedimentos permitidos podem variar conforme as regras de cada cemitério. Por isso, vale consultar a administração antes de preparar a homenagem.

Ovos do mosquito podem sobreviver por meses em recipientes secos

Outro detalhe importante é que o risco não desaparece simplesmente quando a água evapora.

Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, os ovos do Aedes aegypti apresentam resistência a períodos de seca e podem permanecer em recipientes mesmo sem água visível.

Isso significa que um vaso aparentemente seco ainda pode representar risco caso tenha ovos depositados em suas paredes.

Por esse motivo, a Secretaria Estadual da Saúde recomenda eliminar possíveis criadouros e manter recipientes limpos.

Entre as medidas de prevenção também estão colocar areia nos pratos de vasos de plantas, manter caixas d’água tampadas, limpar calhas e evitar o armazenamento de objetos que possam acumular chuva.

O que fazer ao encontrar água parada no cemitério?

Quem encontrar vasos, embalagens ou outros recipientes acumulando água deve comunicar a situação aos funcionários ou à administração do cemitério.

Também é possível procurar a Vigilância em Saúde do município para solicitar orientações e informar possíveis focos do mosquito.

No Rio Grande do Sul, as ações de vigilância e controle do Aedes aegypti envolvem os municípios, com acompanhamento e orientação da Secretaria Estadual da Saúde.

A recomendação vale durante todo o ano, mas ganha importância em períodos de maior movimentação nos cemitérios.

No Dia de Finados, a homenagem aos familiares pode continuar sendo feita com flores e outros gestos de carinho. O cuidado necessário é evitar que os objetos deixados nos túmulos se transformem em criadouros do mosquito e coloquem a saúde da população em risco.

Luan Silva
Luan Silva
Estudante de jornalismo pela Uniasselvi. Aficionado pela cultura nerd, cinema, jogos eletronicos e apaixonado por contos de terror.
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