Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução

Neuza Regina Bittencourt Vidaletti, mãe de Dionathá Bitencourt Vidaletti, que confessou ter matado uma família na zona Sul de Porto Alegre após uma discussão de trânsito, foi incluída pela Promotoria de Justiça com atuação junto à 1ª Vara do Júri da Capitali no rol de acusados pelo crime. A informação foi confirmada no final da manhã desta sexta-feira (14).

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Conforme o Ministério Público, ela foi denunciada pela morte de Rafael Zanete Silva, Fabiana da Silveira Innocente Silva e Gabriel Innocente Silva. A promotoria compreendeu que ela cometeu três homicídios triplamente qualificados, além dos crimes de omissão relevante causal, porte ilegal de arma e disparos de arma de fogo. Segundo os registros, o motivo do crime foi fútil, já que foi cometido a partir de um pequeno choque lateral dos veículos, o que poderia ter sido resolvido sem a necessidade de agressões.

Inclusão na denúncia

O promotor de Justiça, Eugênio Amorim assinou o aditamento que inclui a mulher na denúncia. Ele entendeu que a denunciada concorreu para a prática do crime ao levar a arma de fogo ao momento da desavença, bem como ao atirar a esmo e ao não impedir que o seu filho pegasse a arma.

Conforme o documento, ainda houve perigo comum, já que os fatos se deram em local e horário de circulação de pessoas, próximo a estabelecimentos comerciais e a residências, o que poderia ter colocado em risco a vida de outros cidadãos.

A Promotoria defende que o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, que foram surpreendidas pela utilização de arma de fogo durante uma desavença verbal. Isso lhes reduziu as possibilidades de reação ou fuga.

Filho também vai responder por triplo homicídio

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre as mortes de três pessoas da mesma família durante uma briga de trânsito em 26 de janeiro, no bairro Lami, na Zona Sul de Porto Alegre. O autor dos disparos, Dionatha Bittencour Vidaletti de 24 anos, foi indiciado por triplo homicídio qualificado.

O inquérito já foi remetido à Justiça. O delegado Rodrigo Garcia, que é titular da 4ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre e investigou o caso, destacou que o indiciamento teve as qualificadoras de impossibilitar a defesa das vítimas e motivo fútil.

Se condenado pelos homicídios qualificados, o delegado acredita que Vidaletti — preso desde 28 de janeiro — possa pegar de 12 a 30 anos de prisão, mas ainda vão contar as qualificadoras e o agravante de serem três vítimas, bem como o atenuante de ele ser réu primário.

A reportagem de Agência GBC tentou entrar em contato com a defesa de ambos, mas não obteve retorno.