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Da redação | A criação do Grupo de Intervenção Terapêutica Psicológica mudou a forma de atender os pacientes que precisam se submeter à cirurgia bariátrica ou que já passaram pelo procedimento no Centro Integrado de Cirurgia à Obesidade Mórbida e Metabólica (CICOM) do Hospital Universitário de Canoas, administrado pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP).

Desde que foi implantado pelo departamento de Psicologia do HU, no mês passado, o grupo já atendeu 357 pacientes, em encontros que ocorrem todas as quintas-feiras pela manhã. De acordo com a psicóloga Cristiane Manzoni Mottola, coordenadora do trabalho, os pacientes são acompanhados em todas das etapas do processo.

É oferecido apoio no ambulatório, na internação, com suporte ao paciente e também aos familiares, e, após a cirurgia, tem início o acompanhamento do pós-operatório – conta.

Cristiane revela que o grupo presta um serviço psicológico e educativo, onde são abordados temas relacionados ao preparo para a intervenção e orientações para que o paciente possa ter uma melhor qualidade de vida após ter passado pela cirurgia.

O HU está credenciado como um dos seis hospitais gaúchos aptos a realizarem cirurgias bariátricas pelo SUS, se destacando pela excelência no atendimento aos pacientes que buscam por essa intervenção cirúrgica em Canoas.

Segundo o médico Fernando Farias, diretor técnico do GAMP e chefe do serviço de cirurgia bariátrica do HU, antes de ser submetido ao procedimento cirúrgico, o paciente recebe acompanhamento com cirurgião, psicólogo, nutricionista, endocrinologista, cardiologista, gastroenterologista, fisioterapeuta e fonoaudiólogo para uma avaliação completa de seu quadro clínico.

Esse processo, em alguns casos, resulta em uma demora que, muitas vezes, o paciente não entende. Mas é necessário para que tudo ocorra de forma mais satisfatória possível e não represente riscos a sua vida – esclarece Farias.

Depois de passar pela cirurgia, a avaliação com profissionais continua.

Todos têm ampla experiência no atendimento ao obeso de alta complexidade. Além das consultas especializadas e das cirurgias, são realizados encontros com pacientes de pré e pós-operatório ministrados pela equipe multidisciplinar – revela o médico.

Quem pode fazer

Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cirurgia é indicada para pessoas que têm Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 35Kg/m², que apresentem complicações como apneia do sono, problemas nas articulações, aumento de gordura no sangue, hipertensão arterial, ou com IMC superior a 40Kg/m², que não tenham conseguido emagrecer por meio de outros tratamentos.