Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Da redação | Uma nova informação sobre o caso Nicolle chamou a atenção da 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, na Região Metropolitana. Em fevereiro, uma mulher foi abordada na cidade de São Vicente, no Litoral de São Paulo. Ela estava com uma porção de maconha e se apresentou com o nome da desaparecida.

Quer mandar sugestões de pauta e flagrantes da sua cidade? Então, anote nosso WhatsApp: (51) 9 8917 7284

A informação da abordagem foi divulgada pelo jornal Zero Hora. Para os policiais, a acusada deu o mesmo nome, mas não tinha documentos de identificação. Ela assinou um termo circunstanciado por posse de drogas e foi liberada.

Segundo caso

Em fevereiro de 2017, antes de Nicolle desaparecer, uma mulher foi flagrada sem documentos e também se identificou com o nome da modelo. O caso aconteceu no dia 23, e o pai apresentou cópia de passagens aéreas que comprovam que Nicolle havia viajado para Minas Gerais.

Conforme Baldasso, quando morava em São Paulo, Nicolle foi assaltada. Foram furtados identidade, cartão bancário e dinheiro. Não há no sistema da Polícia Civil paulista a informação da morte da modelo.  O sistema nacional não é integrado. Por isso, os agentes que fizeram a abordagem não sabiam que ela está morta. Agora, pedi que haja essa inserção no sistema. Se alguém se apresentar em nome dela, será preso.”

Entenda o caso

O desaparecimento de Nicolle completou dois anos e quatro meses na última quarta-feira (2). Em 2 de junho de 2017, ela foi vista pela última vez com vida. Há quatro meses ela morava com o pai em Cachoeirinha. Antes, residiu com a mãe em Miami, nos Estados Unidos, e em São Paulo com uma amiga.

Na época, imagens de uma câmera de segurança, mostram Nicolle entrando em um Peugeot 208 prata na frente de casa. O pai havia saído para comprar um lanche.

Ao longo da investigação, três pessoas foram indiciadas e denunciadas. Os três se tornaram réus pelo assassinato da modelo e por ocultar o corpo. Para a Polícia Civil e o Ministério Público, um apenado do Presídio Central determinou a morte da jovem por vingança. Ele estaria convencido de que ela havia delatado para rivais o endereço de um comparsa de sua facção, que acabou sendo morto junto da companheira alguns dias antes de Nicolle desaparecer.

Um áudio obtido durante a investigação da Polícia Civil indica que a jovem teria sido vítima de um crime brutal. “Ela já era, ela foi cortada, foi botada dentro dos pneus e foi “tacado” fogo. Depois foi “tacada” dentro do Guaíba”, dizia o acusado. — disse um presidiário indiciado.