Foto: arquivo pessoal

A venezuelana Ariana Victoria Godoy Figuera, 24 anos, foi sepultada neste sábado (14) no Cemitério Público Municipal Rosário II, em Caxias do Sul.

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Familiares, amigos e imigrantes prestaram as últimas homenagens, após a jovem ter sido atacada com substância ácida no rosto pelo ex-companheiro, enquanto chegava em casa, no bairro Desvio Rizzo, na noite de quinta-feira (12).

Ex-namorado confessa crime

Deivis Lobato Braga, 36, se apresentou na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Caxias do Sul na tarde de sexta-feira. Ele confessou ter matado Ariana.

Conforme a Polícia Civil, Braga era ex-namorado da vítima e relatou ter derrubado sem querer um produto químico em Ariana.

O homem afirmou que não sabia qual produto jogou nela, mas contou que trabalha na poda de árvores e que utiliza esse produto durante o expediente. Além disso, ele disse reforçou que o ataque não foi premeditado.

Segundo a família contou à polícia, Ariana dizia sofrer um relacionamento abusivo. Ambos se conheceram em Roraima e se relacionaram até janeiro de 2019. Com medo, a vítima se mudou para Caxias do Sul, onde um irmão residia.

O crime

A venezuelana morreu na manhã de sexta-feira, após ser atacada com líquido ácido. O crime aconteceu no bairro Desvio Rizzo, em Caxias do Sul, quando a vítima chegava em casa. Após ser atacada, ela foi internada no Hospital Pompéia, mas não resistiu aos ferimentos.

Ariana foi atacada na noite de quinta, em Caxias do Sul. A polícia foi acionada por volta de 22h no hospital, onde os PMs constataram que ela apresentava queimaduras profundas no rosto e em parte do tórax.

Conforme a mãe, a vítima chegava em casa, quando encontrou uma pessoa no portão da residência. Ao se aproximar, o indivíduo jogou um líquido no rosto de Ariana.

O Samu foi acionado, mas, em razão da demora, a mãe chamou um motorista particular, que conduziu a vítima até a UPA Zona Norte.

Em razão da gravidade dos ferimentos, ela precisou ser transferida ao hospital.

Ariana deixou dois filhos, de um ano e três anos. As crianças são cuidadas pelos irmãos da vítima.