Fotos: Rodrigo Ziebell/SSP

Muita gente está se perguntando por que tem tanto helicóptero sobrevoando Canoas na manhã desta terça-feira (3)? A resposta é uma megaoperação policial que está transferindo 18 líderes de facções criminosas para penitenciárias federais fora do Rio Grande do Sul.

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A ofensiva, chamada de Império da Lei, é planejada desde 2019. Os apenados, considerados chefes de grupos criminosos, foram removidos da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) e da Penitenciária Estadual Modulada de Charqueadas (PMEC), ambas no maior complexo prisional gaúcho. O destino e o nome dos presos, por enquanto, são mantidos em sigilo.

Em vans escoltadas, percorreram cerca de quatro quilômetros até o Parque Adhemar de Souza Farias, o Parcão, na área central de Charqueadas. Dali partiram as aeronaves em direção à Base Aérea de Canoas, sendo que a primeira delas decolou às 6h38min.

A operação previu contratempos e estava preparada, por exemplo, para ser realizada somente por via terrestre até a Base Aérea, caso não fosse possível levantar voo com os helicópteros. Também evitaram levar as aeronaves até as casas prisionais para que isso não gerasse tumulto nos locais.

Em média, o tempo de voo entre o Parcão e a Base Aérea de Canoas é de 13 minutos — essa agilidade foi levada em conta na hora de decidir pelo transporte aéreo. Por via terrestre, são cerca de 60 quilômetros de distância.  Foram usadas três aeronaves da Brigada Militar, uma da Polícia Civil e duas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) — um Bell 407 foi encaminhado do Paraná. Cada helicóptero fez três viagens.

Na Base Aérea de Canoas, os presos foram recebidos e encaminhados para uma sala próxima ao local do embarque. Todos devem passar por corpo de delito antes de a aeronave decolar em direção às penitenciárias federais.